RIO - Ronaldo e Inter de Milão estão à beira do divórcio. O craque, insatisfeito porque não está tendo o apoio que esperava e precisava nessa reta final para garantir vaga na Seleção brasileira que disputará a Copa do Mundo, vem dando sinais de que encara sua saída como a única solução para o impasse. Ele pode até tomar uma atitude radical, abandonando o Inter para voltar ao Brasil esta semana. Um de seus empresários, Alexandre Martins, está em Milão tentando junto à diretoria do clube italiano uma solução conciliatória.
Mas, se não houver outra alternativa, o Fenômeno desembarcará em breve no Rio. A gota d'água foi a decisão do técnico Héctor Cúper, que não o escalou no jogo em que o Inter perdeu para o Atalanta, domingo, por 2 a 1, em Milão.
Irritado porque não foi escalado nem no segundo tempo, já que Cúper preferiu lançar Kallon, Ronaldo abandonou o campo antes do fim do jogo. O que mais aborrece o jogador é o fato de que o presidente do Inter, Massimo Moratti, que antes dizia que o considerava comoum filho, defende o técnico argentino.
Para Ronaldo, o dirigente vem mostrando indiferença e desprezo em relação à sua luta para jogar o Mundial. Ontem, Moratti confirmou a impressão de que o esforço de Ronaldo não significa muito mesmo.
"O que se deve levar em conta é que de agora em diante não há mais no Inter espaço para problemas pessoais por parte de ninguém", disse o dirigente, confirmando a impressão geral de que suas relações com o craque azedaram de vez.
A crise entre o jogador e o clube italiano vem evoluindo há tempos, agravada pelas viagens de Ronaldo de Milão para o Rio de Janeiro, em tempos de recuperação de contusões.