Secretário-adjunto de Saúde, Antonio Mendes, diz que há preocupação com alto custo do contrato
O secretário-adjunto da Secretária de Saúde do Recife, Antônio Mendes, comunicou, ontem, que não aceitará pressão por parte das empresas de informática do Estado para que a PCR firme contrato com instituições locais para informatizar os serviços na área de saúde. Ele informou, ainda, que dependendo do alto custo poderá até desistir da contratação. "Não tenho compromisso com nenhuma delas. Não vamos comprar um pacote de goela abaixo porque as empresas daqui estão pressionando", avisou.
A PCR vem sendo criticada desde a semana passada por contratar consultorias de fora do Estado e a alto custo. Um dos contratos firmados foi no valor de quase R$ 5 milhões e tem como objeto uma consultoria organizacional. A outra proposta que vem sendo analisada para a área de informática está orçada em R$ 23 milhões.
O secretário-adjunto comparou o procedimento adotado pelas instituições que disputam o contrato com a Secretaria de Saúde com vendedores de livros. "Eles batem na porta e ficam telefonando para tentar vender oproduto. A relação entre quem compra e de quem vende é diferente. Não é de imposição", afirmou. De acordo com ele, o que vai definir o fechamento do contrato é a necessidade da população. "É isso que vai nos guiar e não a vontade das empresas".
Além do consórcio do Softex, formado pelas empresas Cesar, MV, In Formação, Dedalus, Aragão, Brascomp, Provaider e a Apply, estão concorrendo o Instituto de Curitiba de Informática (ICI) e mais duas empresas não reveladas pela PCR. De acordo com o diretor-adjunto do Softex, Ismar Kalfma, houve um diálogo na semana passada, entre a Prefeitura e a Associação das Empresas de Software de Serviços de Informática e Internet (Assespro/PE/PB). "Eles ficaram de entrar em contato", disse.
Segundo Ismar Kalfma, o preço apresentado pelo ICI se aproxima da proposta do consórcio de empresas do Recife. "O diferencial é o custo total de propriedade, ou seja, manter a solução (programa) implantada na Saúde funcionamento por longo tempo. É inevitável que o custo do fornecedor local represente, a longo prazo, um custo menor",
Para o gerente executivo do Cesar, Fred Arruda, as empresas pernambucanas têm plenas condições de resolver o problema com, no mínimo, a mesma qualidade que a ICI. "Não queremos impugnar a concorrência, mas ter o direito de participar da seleção. O programa da ICI está implantado para o Paraná. Se ela for a vencedora terá que fazer uma série de adaptações para a realidade local. Boa parte do que a PCR vai precisar nós já temos aqui", disse.