Fesurfe quer montar equipe para disputar o circuito brasileiro de surfe, que começa em março, no RS
Ano passado, o surfe pernambucano sofreu com a falta de um circuito estadual amador por não conseguir patrocínio. O fato obrigou os novos talentos locais a se contentarem com a participação em torneios regionais e nacionais. Só que a ausência de uma competição da categoria também prejudicou a seleção de representantes do Estado para a disputa do Circuito Brasileiro deste ano, cujo início está marcado para março, no Rio Grande do Sul. Para solucionar o problema, a federação da modalidade (Fesurpe) vai realizar um torneio seletivo no próximo final de semana, em Maracaípe, de onde sairá a equipe estadual para a competição.
A disputa, que terá início na manhã de sábado, com a fase eliminatória, e chega ao fim no domingo, vai indicar um total de 14 atletas que formariam um grupo para participar do Circuito Brasileiro: quatro na categoria open, outros quatro na júnior, dois na mirim e um na master, feminino, longboard e iniciantes. Na mirim, os favoritos disparados são os surfistas Halley Batista e Bruno Rodrigues, que mesmo sem disputas locais se destacaram no cenário nacional ano passado. Bruno é o atual campeão nordestino, enquanto Halley obteve boas colocações no Brasileiro.
Outro forte candidato a assegurar uma vaga é Cláudio Marroquim, na master, que também é campeão regional da categoria. Nas outras, a disputa deve ser forte, principalmente entre atletas como Ernesto Nunes, Fernando Pereira e Anderson Cabeça, na júnior, Alan Donato e Agne Silva, na júnior, Juliana Soares, Raquel Ferraz e Fernanda Garcia, na feminino, e Ricardo Farias e Rafael Aguiar, no longboard.
Nos planos da Fesurpe está a realização de mais duas seletivas, até o início do Brasileiro, para que a escolha dos representantes estaduais seja mais justa. Mas tudo ainda depende da velha luta para conseguir apoio financeiro. "Claro que o ideal seria fazer um circuito. Conseguimos garantir esse primeiro torneio mesmo sem patrocínio oficial, mas outras etapas dependeriam de mais verba", lamentou Onildo Barros, o Nildinho, presidente da entidade.