Edição de Quarta-Feira, 16 de Janeiro de 2002
 
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Economia

Caixa vai reabrir crédito para usados

Até o final de março a Caixa Econômica Federal (CEF) vai reabrir o financiamento de imóveis usados para a classe média. Suspensos desde 31 de agosto do ano passado, ocasião em que o banco paralisou os empréstimos com recursos próprios - Poupança de Crédito Imobiliário (PCI), leilão e venda no balcão. De acordo com a diretoria da Caixa essa linha só voltará a ativa quando a reformulação da PCI for concluída. Nessa linha de crédito, mais conhecida como Poupanção, o mutuário era obrigado a fazer uma poupança prévia, equivalente a 12 prestações da casa própria, para que o financiamento fosse liberado.

  Por enquanto, o que se comenta nos bastidores é que o Poupanção da Caixa vai seguir o modelo de crédito imobiliário alemão, no qual 60% dos financiamentos habitacionais são concedidos desta maneira. Lá, os mutuários fazem depósitos mensais na caderneta de seis a sete anos, para só então receber a carta de crédito imobiliária e adquirir o imóvel. A diretoria da CEF informou que o modelo será adaptado à realidadebrasileira.

  Junto com a retomada dos empréstimos para imóveis usados a Caixa deverá colocar no mercado mais duas modalidades de crédito imobiliário, o título de capitalização e o consórcio. Para o lançamento dessa última modalidade a CEF está aguardando apenas a criação de uma empresa para administrá-la, uma exigência feita pelo Banco Central.

  Mas já tem definido os prazos - de 60 meses (cinco anos) ou de 120 meses (10 anos) - que serão disponibilizados aos interessados. Já o título de capitalização nada mais é que um cruzamento das regras do consórcio com o Poupanção. Terá sorteio mensais como o consórcio e será remunerado como o Poupanção, com índice menor que o da caderneta, ainda a ser definido.

Na primeira semana de 2002 a Caixa voltou a financiar com recursos próprios os imóveis novos para a classe média, também paralisados em 31 de agosto passado. No novo modelo, a Taxa Referencial (TR) foi trocada pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) como indicador do reajuste do contrato. Os juros fixos caíram de 12% para 5,% e 4% ao ano. Por sua vez, o prazo do financiamento das linhas, antes em 240 meses, desceu para 150 meses. Têm acesso a esse crédito as famílias com renda acima de 12 salários mínimos (R$ 2.160,00). O valor máximo do empréstimo é R$ 180 mil. A CEF dispõe, só de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), de R$ 1 bilhão para liberar aos interessados.

 








 

 
 
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