Pugilista será festejado como terceiro campeão mundial brasileiro da história do esporte
Grandes desafios, patrocínio, bolsas milionárias e a unificação do título mundial dos superpenas. Este é o projeto do pugilista brasileiro Acelino Popó Freitas para o ano de 2002, após derrotar, na madrugada dde domingo, em Las Vegas, o cubano Joel Casamayor, por pontos, após 12 assaltos. Os três jurados foram a favor do brasileiro (114 a 112).
Com este resultado, Popó mantém o cinturão da Organização Mundial de Boxe e conquista o título da Associação Mundial de Boxe, segunda entidade em importância do boxe internacional, atrás apenas do Conselho Mundial de Boxe. Popó se une a Éder Jofre e Miguel de Oliveira como os únicos campeões mundiais do Brasil. O boxe brasileiro não conquistava um título importante desde 1975.
O futuro de Popó, como um dos principais personagens do canal Showtime, é enfrentar Steve Forbes, campeão da Federação Internacional de Boxe, e Floyd Mayweather, campeão do Conselho Mundial, e apontado como o melhor superpena do mundo.
Com a vitória, Popó poderá voltar a assinar contratos de patrocínio, e ter seus combates transmitidos com maior facilidade pela Rede Globo. No fim do ano, seu site (www.popo.com) foi tirado do ar pela globo.com e a transmissão da luta com Casamayor só foi definida na terça-feira.
O principal agora para Popó é melhorar a conta bancária. Com as grandes lutas, a bolsa de Popó poderá atingir até US$ 1 milhão, por exemplo, se o adversário for Mayweather.
No duelo contra Casamayor, Popó teve amplo domínio até o terceiro assalto, quando conseguiu uma queda apontada pelo árbitro Joe Cortez. No quarto e quinto assaltos, Casamayor acertou bons contragolpes e equilibrou a disputa. No sexto, o cubano atacou na nuca de Popó e, depois de um clinche, teve um ponto descontado pelos jurados. A partir do sétimo assalto, Popó passou a lutar no contragolpe e deixou a iniciativa para o cubano. No oitavo round, Popó parecia cansado e Casamayor, mesmo sem pegadas nos golpes, teve vantagem.