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Duhalde mantém as restrições bancárias
BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, disse à população ontem que as restrições bancárias impostas à retirada de dinheiro dos bancos no país são uma "bomba-relógio", mas adiantou que elas não poderão ser retiradas em curto prazo. Protestos contra as medidas de restrição foram um dos principais motivos da renúncia de dois presidentes argentinos em apenas 10 dias. "Este maldito controle bancário é uma bomba-relógio e é preciso desativá-la. Se a bomba explodir, ninguém vai ter seu dinheiro de volta. A primeira responsabilidade do Estado é impedir a explosão", disse Duhalde ao diário La Nación, em uma de suas primeiras longas entrevistas publicadas neste domingo pela Imprensa local.
Para preservar o sistema financeiro, o governo determinou um cronograma de devolução dos depósitos por meio de cotas, que serão liberadas a partir de março para depósitos denominados em pesos e a partir de janeiro de 2003 para os realizados em dólar.
FMI - O Fundo Monetário Internacional recomendou às autoridades argentinas fixar, o quanto antes, uma data para unificar o câmbio duplo que o país adotou na semana passada como saída para a paridade fixa com o dólar e flutuar o peso. Essa é uma das condições para o aprofundamento do diálogo técnico que a instituição iniciou esta semana com o novo governo enviando dois de seus economistas a Buenos Aires.
"No curtíssimo prazo, não tomamos uma posição, mas dissemos e continuaremos a dizer que esperamos que as autoridades implementem um regime (cambial) consistente com um prazo factível e viável para remover e unificar as duas taxas de câmbio o mais cedo possível", disse a diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, nas primeiras declarações públicas extensas feita por um dirigente da instituição desde o colapso da economia argentina.
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