De todos os riscos que o consumidor pode passar na hora que falta tinta, o maior deles é o de adquirir suprimentos piratas. Um levantamento da Associação Brasileira dos Recondicionadores de Cartuchos para Impressoras (Abreci) informa que, de cada dez cartuchos para impressoras a laser ou jato de tinta vendidos no país, pelo menos três são falsificações.
Mesmo trazendo a marca de fabricantes consagrados como Epson e HP, esses cartuchos são, na verdade, suprimentos remanufaturados sem controle nenhum de qualidade e maquiados para enganar o consumidor. Para amenizar o problema, a Abreci inaugurou no seu site (www.abrecipress.org.br) um serviço de orientação. Consultado a página, o usuário aprenderá a identificar os suprimentos falsos e a tomar medidas de segurança antes de retirar os produtos da loja.
Uma das características que o consumidor deve observar quando for comprar cartuchos para impressoras laser, por exemplo, é o lacre do produto. O original traz uma espécie de língua plástica fabricada com o mesmo material do suprimento, sem qualquer tipo de cola ou ajuste posterior. Se o material usado no lacre for diferente da descrição acima ou se não estiver perfeitamente fundido ao corpo do suprimento, as chances de ser falsificado são grandes.
Já para o caso dos cartuchos usados em impressoras a jato de tinta, o principal indício de falsificação são minúsculos riscos paralelos à etiqueta, em linha reta, no componente metálico da cabeça de impressão. Embora seja visível, a verificação desse item pode ser feita de forma mais fácil com a ajuda de uma lupa. A instituição recomenda que os consumidores que foram enganados e adquiriram produtos pirata denunciem o ocorrido ao fabricante do cartucho original para que as autoridade competentes tomem providências. (N.R.)