BRASÍLIA - Os servidores do INSS ameaçaram reiniciar a greve depois de descobrir que o Ministério do Planejamento modificou os termos do acordo celebrado entre o sindicato e o ministro da Previdência, Roberto Brant, na terça-feira.
Na hora de preparar o projeto de lei, o Planejamento deixou 5.600 funcionários da ativa e outros seis mil inativos sem os benefícios conquistados pela categoria e que constavam do acordo.
Além disso, os valores da gratificação de desempenho acertados com Brant foram reduzidos pelo Planejamento, o que vai prejudicar todos os servidores do INSS, ativos ou inativos.
As mudanças surpreenderam tanto servidores quanto a Previdência. Até porque os termos do acordo definitivo foram discutidos com o Planejamento antes da assinatura.
No documento firmado na terça-feira ficou estabelecido que cada ponto da gratificação de desempenho a ser criada (que soma um máximo de cem pontos) representaria R$ 6,44 para pessoas com curso superior, R$ 2,49 para nível intermediário e R$ 1,30para auxiliar.
Esses valores caíram entre 15% e 20% na tabela preparada pelo Governo. Além disso, os 5.600 servidores que entraram no serviço público como motoristas, vigilantes ou outras funções auxiliares não teriam direito à gratificação e só receberiam reajuste de 3,5%, o mesmo a ser dado para todo o funcionalismo.