Chinelinhos de dedo, bolsas em palha e calças capri em tecidos naturais, além de pantalonas e lenços, resgatam estilo celebrizado por Chanel na Riviera francesa
Phelipe Rodrigues
Da equipe do DIARIO
Este ano, seja pela subida exagerada do dólar ou pelo medo de ataques terroristas nos Estados Unidos, o verão, definitivamente, vai ser por aqui. Antes de iniciar a temporada de dolce far niente, saiba que enrolar uma canga no corpo não é a proposta. A onda, agora, é aproveitar o que Chanel já ditava em sua trip pela costa francesa, vestida de fustão branco e listras marinho, que ela pirateou do uniforme de marinheiros. O estilo entrou para a história como balneário chique e ganhou algumas versões pelas décadas seguintes.
Depois de ficar célebre, a marinheira de luxo dividiu-se, anos mais tarde, em duas correntes: a primeira é ainda mais minimalista que a tradicional, inspirada nos trajes usados na riviera italiana. A produção é toda feita com chinelinhos de dedo, bolsas em palha para segurar na mão e calças capri em tecidos naturais como o algodão ou linho. Tudo em tons claros. Se quiser ter um surto criativo nessa estética que Chanel chamava de pobreza para milionários, o melhor caminho é assistir O Solpor Testemunha, com Alain Delon investindo no modelón. Para adaptá-lo, trazendo essas referências ao presente, alugue O Talentoso Mr. Ripley.
A partir daí, dá para ficar sabendo como se vestir quando for convidada para uma festa tanto na Costa de Amalfi quanto na de Sauípe. "A outra possibilidade de continuar elegante sem ficar inadequada ao cenário é investir nas estampas bem havaianas, com coqueiros e flores tropicais, abusando dos acessórios coloridos", ensina a empresária de moda, Tereza Penna. Em sua loja, a Musa Maison, alguns shortinhos da Carmim, na coleção verão 2002, estão com cintos listrados, bem típicos dos marujos dos anos 70. "É uma opção para as mais jovens. Quem precisa ficar mais comportada, opta pelas bermudas amplas, como aquelas da Huis Clos", indica Tereza.
VAPOROSAS - Quando a noite cai na praia, se quiser sair do figurino exclusivamente navy, a sugestão são os vestidos de festa mais fluídos e despojados. "Foi o que Walter Rodrigues apostou em seu último desfile. Para usar um vestidodesses, as sandalinhas rasteiras e bijouterias com uma aparência artesanal, apesar de bem sofisticadas, são a solução", completa Tereza. Mas também é possível embarcar com a Forum, que velejou até o Rio, década de 70. Quando a cidade era refúgio de veraneio para celebridades de todo o Mundo, as cariocas reinventaram o jeito praiano de ser. "Muitas calças amplas, tipo pantalona, lenços na cabeça faziam o visual das mais estilosas. E chapéu de abas largas para as glamurosas", ensina a empresária Sydia Hayut.
Tufi Duek aproveitou o desenho do calçadão da Avenida Atlântica, em Copacabana, para estampar algumas de suas blusas em georgete. "A inovação ficou por conta das cores", diz Sydia. Outra conhecedora da moda made in Rio de Janeiro, a estilista Thereza Langlands, da K&T, lembra ainda das cigaretes que Brigitte Bardot usava quando elegia Búzios como o melhor dos lugares para pegar um bronze. Em sua moda, o sex appeal reaparece nos tamancos com salto de madeira e flores tropicais.
Serviço
Musa Maison - 3441.6459
Forum - 3465.2016
Agradecimentos: Bianca di Vettori, da Schiaparelli, e Patrícia Calazans, da Press Assessoria