Ao contrário do comprimido, remédio mantém taxa de estrogênio estável durante 24 horas
Aterapia de reposição hormonal, necessária para todas as mulheres na menopausa, acaba de ganhar um novo e revolucionário tratamento. Trata-se do Aerodiol, primeiro medicamento de reposição via nasal. Uma das principais vantagens desse tratamento está em sua forma de administração - apenas uma aplicação diária pela manhã. Normalmente, os medicamentos de reposição hormonal são administrados com o objetivo de manter o estrogênio em circulação durante as 24 horas, o que pode estar relacionado a vários efeitos adversos, reduzindo a adesão e a qualidade de vida das pacientes.
Ao contrário dos comprimidos, que promovem uma estabilização da taxa hormonal ao longo do tempo, o Aerodiol eleva a concentração de estrogênio no momento de sua aplicação, quando atinge um pico. Depois de uma ou duas horas, a taxa deste hormônio se reduz e permanece estável durante 24 horas, até o horário da próxima aplicação. É a chamada Pulsoterapia Estrogênica, que trouxe uma revolução conceitual na terapia de reposição hormonal e que mais se aproxima dos mecanismos que o organismo utiliza normalmente. A grande quantidade de vasos sanguíneos da mucosa nasal permite a rápida e elevada absorção do medicamento, com excelente aceitabilidade nasal na imensa maioria das pacientes.
Vários estudos envolvendo mais de três mil pacientes foram realizados para testar a eficiência do Aerodiol e também seu impacto na saúde das mulheres na menopausa. Foi constatado que o medicamento não altera significativamente a pressão arterial ou o peso das pacientes. Quanto à sua eficácia, os estudos comprovaram que o remédio reduz rapidamente os sintomas da menopausa, como os calores intensos, sono, irritabilidade e outros.
Além disso, as pesquisas comprovaram que o Aerodiol tem menos efeitos colaterais do que os comprimidos, adesivos e géis, que ocasionam dores nas mamas ou sangramentos. Estes últimos podem ainda ser associados ao aumento do risco de câncer no endométrio. Tais efeitos são, muitas vezes, uma das principais razões para o abandono do tratamento. Os estudos mostraram que apenas 1 a 2% das mulheres abandonou o tratamento por efeito adverso local - taxa significativamente inferior à encontrada com os medicamentos utilizados atualmente.
Segundo o especialista Nilson Roberto de Melo, presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, o novo tratamento traz uma série de vantagens para a mulher. "A forma de administração nasal causa uma elevada concentração do hormônio feminino no sistema nervoso central, o que traz benefícios a curto, médio e longo prazos". O Aerodiol foi desenvolvido pelo laboratório Servier, um dos líderes mundiais em pesquisa terapêutica, e consumiu US$ 2 milhões em investimentos e 12 anos de pesquisa.