Curso oferecido pelo grupo Catho vai reforçar a máxima de que mundo dos negócios não é para leigos
Eduardo Sol
Da equipe do DIARIO
"O negociador brasileiro - empresários, executivos e até mesmo vendedores - tem um bom jogo de cintura, mas não conhece técnicas clássicas de negociação." A afirmação é de Homero Amato, vice-presidente do grupo Catho, um dos maiores do País em recolocação profissional e treinamento de funcionários para grandes empresas. Essas técnicas que, de acordo com ele, podem ser aprendidas, são fundamentais na hora de manter contato com outras empresas, e, em sua maioria, tratam-se de métodos universais, que podem ser usados na hora de negociar com um empresário japonês, americano ou um alemão. "Nessas ocasiões, a linguagem do corpo é muito importante por passar uma segurança que pode ser entendida em qualquer idioma", afirma.
Para o executivo, o bom negociador sabe ser frio para não transmitir seus sentimentos em uma mesa de negociação. "Se você perceber que o outro empresário está ansioso, coçando bastante a cabeça, balançando as pernas, suando, isso é, sem dúvida, um sinal de que ele quer fechar logo o negócio, oque é bom para quem estiver mais tranqüilo, pois é possível fazer mais exigências", diz. Essa e outras dicas serão repassadas por Amato, no Recife, onde ministrará o curso Como Negociar - Técnicas, Estratégias e Táticas para Negociar Melhor e Obter Vantagens, voltado para empresários, executivos, vendedores e profissionais ligados ao marketing. O evento acontece no Hotel Pathernon Golden Beach, em Boa Viagem, no próximo dia 31.
O segredo dos grandes negociadores pelo mundo, adianta Amato, é estar bem informado. "Se você conhece o outro lado e ele sabe pouco sobre sua empresa e seus negócios, é bem mais fácil haver uma vitória sua", aconselha. A prática comprova as idéias do executivo do grupo Catho. Para o diretor comercial da TIM Nordeste Hélder de Azevedo, o brasileiro vem impressionando o mundo dos negócios com sua flexibilidade e ninguém bate nosso jogo de cintura. "Até em áreas mais duras de se fechar negócios, como no setor financeiro, o brasileiro sempre dá banho nos outros", defende.
Ele reconhece que o brasileiro realmente se preocupa pouco com a preparação, mas acredita que "nada supera a prática". A TIM é uma empresa de capital italiano (Telecom Itália Mobile) e, segundo Azevedo, os italianos são o povo que mais pode se aproximar do nosso jeito de fazer negócios. "Eles valorizam muito o relacionamento pessoal, assim como nós", situa.
Para o pernambucano Josias Inojosa, presidente da SuperGesso, o negociador brasileiro é difícil, justamente por essa flexibilidade que ele possui. "É mais fácil negociar com um alemão, que coloca todos os pontos na mesa, não deixando brechas para interpretações dúbias", diz. O maior problema do brasileiro, para Inojosa, é o fato de ele sempre deixar entrelinhas na hora de fechar um contrato. "Por isso, é sempre bom ter advogados para evitar essas brechas, pois, caso contrário, pode-se deixar levar na conversa do outro", orienta. Mesmo assim, ele acha a versatilidade do brasileiro um ponto favorável.
Serviço
Como Negociar - Técnicas,
Estratégias e Táticas para Negociar Melhor e Obter Vantagens
Onde - Hotel Pathernon Golden Beach,
Quando - dia 31/10
Quanto -R$ 690,00 (30 vagas)
www.comonegociar.com.br