Após perder prefeituras do Recife e de Petrolina, partido de Marco Maciel é maior vítima em Pernambuco do troca-troca de legenda que fortaleceu o PSDB, o PT e o PSB nos últimos dias
Silvia Bessa
Da equipe do DIARIO
O PFL está mais enfraquecido em Pernambuco às vésperas da eleição estadual de 2002. Depois da derrota eleitoral da legenda, quando perdeu para o PT a Prefeitura do Recife e a Prefeitura de Petrolina para o PPS, o partido contabilizou o pior saldo partidário ao final do prazo para filiação de candidatos para a disputa do próximo ano. Hoje, o PFL tem menos um deputado federal, três deputados estaduais e perdeu um aliado de peso, o ex-prefeito Roberto Magalhães (PSDB).
A saída de Magalhães foi a maior baixa maior. Ele será candidato a deputado federal e, segundos previsões, se destacará entre os puxadores de voto na corrida pelas cadeiras da Câmara Federal. Deveria figurar ao lado de Inocêncio Oliveira, José Mendonça e Oswaldo Coelho entre os mais votados na legenda. O deputado federal José Múcio, que também se filiou ao partido de Sérgio Guerra, engrossou a lista dos dissidentes. Os deputados estaduais Gilberto Marques Paulo (PSDB), Lula Cabral (PSB) e Geraldo Barbosa (PSDB) também deixaram o partido de Maciel. Lula trocou, inclusive, a bancada do Governo pela bancada de oposição.
De novidade no quadro partidário do PFL, somente o deputado Roberto Liberato (ex-PFL), que filiou-se neste sábado. Ele abandonou o PL pela aproximação da legenda com o PSB de Miguel Arraes, mas a sua adesão ao PFL atendeu a uma convocação de Maciel. Liberato faz parte do grupo do prefeito de Caruaru, Tony Gel - um macielista. Depois de muitas negociações e reclamações públicas endereças ao partido, Joaquim Francisco resolveu se manter na legenda.
Ele chegou a discutir sua filiação com outros partidos. O PTB, do senador Carlos Wilson, era o mais provável. Mas decidiu arriscar sua indicação para uma chapa majoritária em 2002 pelo PFL. O sonho de Joaquim é disputar o Senado.
Mesmo com o temporal pelo qual passou a legenda, a avaliação do presidente da legenda, André de Paula, é de que o balanço geral foi positivo. Na sua opinião, a tática montada há três meses no sentido de incentivar adesões surtiu efeito. As candidaturas também foram fomentadas. "Formamos uma chapa forte. Se for o caso, sairemos sozinhos porque construímos uma estrutura para isto", avaliou. Uma confiança que fez com que três deputados - José Marcos, Antônio Mariano e Elias Lira - desistissem de abandonar o partido.
André de Paula não quis adiantar a composição da chapa proporcional do PFL para evitar o assédio de outros partidos. Disse que os pefelistas estão confiantes no aumento da bancada na Assembléia Legislativa de Pernambuco. Ele disse que as filiações festivas acontecerão ao longo desta semana.