Estimativas das autoridades de saúde são assutadoras: doença vai matar 117 mil brasileiros este ano
Quando se trata de câncer, prevenção significa ganhar tempo e tempo pode representar cura. A cura de uma doença que vai matar somente este ano 117 mil brasileiros, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Sabendo disso, os pesquisadores brasileiros esperam que o genoma da doença também possibilite não só a elaboração de formas de diagnósticos e medicamentos específicos e modernos, mas também identifique ou não no ser humano uma predisposição dele ao mal. Dessa forma, o tratamento começaria antes de o tumor aparecer. Isso seria possibilitado porque o câncer é uma doença na maioria dos casos relacionada à genética e o estudo das células tumorais é o principal caminho para se chegar à cura.
A detecção da predisposição de uma pessoa ao câncer deverá acontecer através dos erros de multiplicação das células. Cada uma delas se multiplica e em cada multiplicação podem acontecer erros. O objetivo do estudo do genoma do câncer é justamente saber quando esses erros são decorrentes de células tumorais. Ao obter essa informação, é recomendado a uma pessoa que apresenta a predisposição do câncer de colón, por exemplo, que ela inclua mais fibra em sua alimentação, pratique atividades físicas e procure com mais freqüência atendimento médico especializado.
Além do fato de estar ligado à genética (o que motivou o estudo dos genes do tumores), um outro aspecto levou os pesquisadores brasileiros a investir na pesquisa do genoma do câncer. As seqüências genéticas analisadas em estudos nos países do Primeiro Mundo só se preocupam com os tipos de tumores que mais afetam a população deles, como os de pulmão, próstata e mama. Os de cólo de útero, estômago, cabeça e pescoço - os primeiros no ranking de incidência no Brasil - ficavam de fora.
A cada ano, surgem em média 300 mil novos casos da doença no País, sendo que no mundo esse número que é de 8 milhões. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) 10 milhões de pessoas em todo o planeta devem morrer em decorrência da doença até 2020. Em Pernambuco, onde foram gastos no ano passado R$ 28 milhões em atendimento a pacientes com câncer, foram registrados no mesmo período 3.986 óbitos. Os tumores que lideram o ranking dos óbitos no Estado atingiram brônquios, traquéia e pulmão. Em segundo lugar entre os tipo de tumores que mais vitimaram os pernambucanos vem o de mama e em terceiro o de estômago.