Edição de Domingo, 26 de Agosto de 2001
 

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Português diz que armou plano para matar patrícios

Militão decide falar e PF prendeu ontem mais dois suspeitos do crime

FORTALEZA - Principal acusado da chacina de seis empresários portugueses em Fortaleza, o também português Luiz Miguel Militão Guerreiro, de 31 anos, foi apontado por dois comparsas como o mandante do crime. Militão confessou a participação ontem ao depor na Polícia Federal no Ceará: "Eu sou um monstro. Para mim, só a pena de morte. O dinheiro não paga a vida de seis pessoas".

  A polícia prendeu ontem mais dois suspeitos. O segurança Raimundo Martins da Silva estava no interior do estado e confessou ter enterrado as bagagens e os celulares das vítimas. O outro é Antônio Francisco da Costa, que teria recebido R$ 10 para cavar o buraco no quiosque Vela Latina, na Praia do Futuro, onde os corpos foram enterrados. O quiosque Vela Latina foi alugado há dois meses e meio por Militão, que confessou ter planejado o crime há um mês. O buraco onde os corpos foram enterrados, num cômodo do quiosque, teria sido cavado antes da chegada do grupo de empresários ao Brasil, segundo a polícia. Ao ser preso no Maranhão, Militão foi encontrado com R$ 15 mil no bolso.

  O dinheiro, segundo a polícia, era dos mortos. Um dos seguranças do quiosque de Militão preso sexta-feira, Leonardo Souza dos Santos, confessou a participação no crime e disse que o português pagou R$ 2.500 a cada um dos envolvidos. Segundo o delegado da Polícia Federal em Fortaleza Francisco de Sá Cavalcante, Leonardo contou que, depois de sair do aeroporto com os portugueses numa Kombi, Militão levou o grupo para o quiosque. Lá, eles teriam bebido uísque. Em seguida, os portugueses disseram que queriam ir para o hotel.








 

 
 
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