Autora sugere total liberdade na escolha de móveis e objetos, desde que seguida por alguns toques estilísticos, criatividade e muita informação
Phelipe Rodrigues
Da equipe do DIARIO
Os autores dos manuais de etiqueta e de calhamaços sobre o vestir com estilo já descobriram que o brasileiro adora aprender. Os guias viraram epidemia e servem, também, para mostrar que a lição nunca pode ter um ritmo de aula de matemática. A equação deve ser sempre leve, com pitadas de humor e, quase, literatura. Seguindo essa linha, Vera Fraga Leslie acaba de lançar Lugar-Comum, Auto-Ajuda de Decoração e Estilo, Ed. Senac, 176 páginas.
Na construção do texto, ela usa referências do teórico Roland Barthes, do arquiteto e fundador da escola alemã Bauhaus, Walter Gropius, e, claro, da guru Glória Kalil. Esse patchwork, no entanto, não chega a pesar. "Acho importante ficar bem atenta a tudo. Por isso, busquei a variedade nesse livro que trata de decoração. A especialização tem se tornado uma doença e limita muito as pessoas", diz a autora.
Segundo Vera Fraga, o público-alvo é a classe média, que precisa bastante de informação. "Porque sem ela, vem a tendência de copiar o outro". E, por falta dela, também deixa-se de usar muitos objetos queridos em casa por vergonha. Por esse discurso, ela deixa claro que Lugar-Comum não é uma cartilha com regras absolutas sobre a posição ideal de sofás, ou a maneira certa de pendurar quadros. A liberdade, vigiada com alguns toques estilísticos, acaba sendo a característica principal, como ela mesma explica na entrevista a seguir.