(Atualizado no dia 20/08/2001)
 
Início Diario de Pernambuco Viver Mulher Ansiolíticos têm uso banalizado

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Assinaturas e Renovações
 
Expediente
 
Edições Anteriores do Diario de Pernambuco




Viver Mulher

Ansiolíticos têm uso banalizado

Popularização de antidepressivos e tranqüilizantes já preocupa a comunidade científica internacional

Roberto Cavalcanti
DA EQUIPE DIARIO

Se você costuma sentir palpitações, distonia, sensação inexplicável de aperto no peito, impaciência e distúrbios do sono, cuidado! Estes podem ser sintomas de um mal que costuma ter muitas faces. Silenciosa, a ansiedade geralmente está associada ao ritmo estressante da vida moderna, onde movido por cobranças e pela busca de resultados cada vez mais imediatos o homem se vê valorizado pelo que produz e não pelo que reflete em experiências. Dessa forma, desenvolve-se uma série de reações físicas e psíquicas caracterizadas por um temor indefinido e por sentimentos de insegurança e perigo iminente, muitas vezes só refreados por poderosas drogas ansiolíticas.

  O nível de ansiedade presente na sociedade moderna não poupa ninguém. Homens, mulheres, adolescentes e crianças estão igualmente vulneráveis. O problema tem tomado proporções tão alarmantes que pesquisas indicam que 40% dos pacientes que buscam ajuda junto a médicos clínicos gerais saem dos consultórios portando receitas que prescrevem algum tipo de medicamento de efeito tranquilizante.

  Fármacos de uso controlado e derivados dos benzodiazepínicos, como o Valium, o Diazepan e o Lexotan, além dos hipnóticos indutores do sono, a exemplo do Roypnol, do Imovane e do Noctal estão se tornando bastante populares, gerando uma reação de dependência química capaz de provocar, entre outros problemas, a síndrome de abstinência. Outro fator importante e que deve ser considerado são os efeitos colaterais. Sonolência, diminuição do alerta cerebral, comprometimento da memória e sensação de "ressaca" no dia seguinte são apenas alguns dos muitos problemas acarretados pelo uso indiscriminado de ansiolíticos.

  De acordo com a psiquiatra Lúcia Figueiroa, a prescrição abusiva de ansiolíticos no tratamento dos diversos níveis de ansiedade tem chamado a atenção da comunidade científica mundial que vem buscando mecanismos para reduzir a prescrição desse tipo de medicamento. "Hoje já existe um trabalho de conscientização dos médicos ainda na faculdade para tentar reduzir o uso dessesmedicamentos. No entanto, é bom que fique claro que em alguns casos o consumo de fármacos é indispensável. Só que o uso não deve ser prolongado além de 15 dias contínuos, desde que seja realmente necessário, nem em doses muito altas".

  A psicoterapeuta Salomé Andrade revela que existem diversas formas de tratar a ansiedade sem que seja necessário recorrer ao uso de medicamentos. "Embora ocasionalmente eles ajudem a reduzir o grau de ansiedade, pode-se lançar mão de técnicas menos agressivas e de efeito igualmente satisfatório como shiatsu, reiki, massagem ayurvédica, terapia floral, além de yoga, meditação e atividades físicas que promovam o equilíbrio corpo-mente-espírito", aconselha.


Leia Mais...

O que significa doença dos nervos?







 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br