Cada região do Brasil oferece tipos distintos de flores e extratos. No Nordeste, a chapéu de sol, conhecida como amendoeira, e o coco conquistam aval da medicina
Enquanto a medicina se digladia, pondo em xeque a recomendação abusiva de remédios, sobretudo na psiquiatria, a terapia floral estende mais possibilidades de cura para mente e corpo. Desde 1930, quando o médico Edward Bach criou os primeiros compostos de flores, pesquisadores do mundo inteiro têm se debruçado na descoberta de novas essências. Desse trabalho já resultaram pelo menos vinte tipos de terapias florais, entre elas a do Nordeste, só com plantas da região.
Os florais são extratos líquidos, geralmente ingeridos por via oral, que propõem tratar a saúde do corpo e da mente. O uso de flores possibilitando cura tem precedentes na antiguidade, mas só em 1930, o médico inglês Edward Bach revelou os primeiros compostos de flores, desenvolvidos depois de pesquisas com espécies do campo. Durante os quatro anos seguintes, descobriu os 38 florais e iniciou os fundamentos dessa terapia.
A Organização Mundial de Saúde reconhece os florais como uma terapia complementar. Eles podem ser utilizados por crianças eadultos - inclusive bebês, grávidas e idosos. Porém, não substitui, em qualquer queixa, as indicações e procedimentos médicos. Terapeutas confirmam que não há incompatibilidade com o tratamento alopático, porque os florais não atuam quimicamente no organismo.
"As essências dão, inclusive, condição de receber melhor a alopatia porque elas ampliam a sensibilidade. Consideramos ser uma terapia coadjuvante", observa a terapeuta floral e psicóloga Fernanda Prates. "Mas ao contrário da medicina tradicional, a terapia com florais considera não apenas um corpo doente, mas uma pessoa cujo o físico e emocional devem ser tratados juntos", destaca.
O êxito dos florais de Bach inspirou outros terapeutas, médicos e pesquisadores de várias partes do mundo. Hoje, setenta anos depois da descoberta do médico inglês, existem pelo menos no Brasil, oito terapias florais diferentes. Cada região do país oferece tipos distintos de flores que doam seus extratos. O médico Marco Menelau, por exemplo, desenvolve em Pernambuco, desde 1994, a terapia com Essências Florais do Nordeste, desenvolvida no Agreste nordestino, sobretudo em Gravatá.
Já as 72 essências dos Florais de Saint Germain são extraídas das flores de plantas da Mata Atlântica do litoral do Brasil, Serra da Mantiqueira e de cidades do Interior de São Paulo. A terapia de Saint Germain foi criada em 1992 pela sintonizadora Neide Margonari. "Há dois extratos encontrados em Pernambuco importantes para o Saint Germain. São as da chapéu de sol, árvore conhecida como amendoeira, e as do coco. As primeiras têm recomendação para pessoas invejadas. As outras para pessoas que são do tipo capacho, se deixam pisar", diz Neide Margonari. (A.B.)
Serviço
Fernanda Prates. (81) 3432.7510
Neide Margonari. (11) 4121.4107
Florais de Minas. (37) 242.3461
Essências Florais do Nordeste. (81) 3227-9111