(Atualizado no dia 21/08/2001)
 
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Fernando de Noronha e Bonito, no Agreste pernambucano, que têm como principais atrativos a abundância das águas, começam a ser desbravados por esotéricos

Goretti Moura
especial para o DIARIO

Pernambuco das praias e dos negócios. Leão do Norte da Cultura. Pernambuco também do misticismo. Como? É isso aí. Turistas e também habitantes do nosso Estado começam a descobrir não apenas as belezas naturais e históricas, mas começam a desbravar os caminhos ocultos, ou melhor, esotéricos. Pode-se entender como esotérico "todo ensinamento ministrado a um círculo restrito e fechado de ouvintes". No entanto, nos últimos tempos, este conceito vem sendo ampliado e pode ser considerado como os caminhos que levam à plenitude e ao contato com o divino, proporcionando bem-estar e mais energia.

  E dois bons exemplos, ou melhor, roteiros, são Bonito, cidade do Agreste central, e o Arquipélago de Fernando de Noronha, em pleno Oceano Atlântico. Em comum, a abundância da água, sendo que o primeiro destino esbanja água doce e o segundo, salgada. A presença da água para quem busca experiências místicas é de vital importância. Afinal de contas, sendo um dos quatro elementos básicos da natureza, este líquido é considerado símbolo universal do feminino, das emoções e do inconsciente. Ainda está ligado ao conceito de fertilização e da maternidade, além da fluidez e da adaptação às circunstâncias e ao espaço.

  Para quem procura as bençãos das águas doces, as sete cachoeiras de Bonito (Sete Cachoeiras, Véu de Noiva I, Pedra Redonda, Barra Azul, Engenho Mágico, Corrente e Véu da Noiva II), espalhadas em 467 quilômetros quadrados, são uma maravilha. Agora, aos que pretendem meditar, o mais indicado é a cachoeira Véu de Noiva I, no Sítio Pedra Redonda, escondida bem no meio da mata e que apresenta três quedas, sendo a principal com 15 metros de altura e dez de largura. Agora, a ressalva: trata-se, realmente, de uma cachoeira para contemplação, pois os locais para banhos são perigosos.

  Em Fernando de Noronha, turistas também estão meditando (uma boa pedida fica no caminho entre a Baía dos Golfinhos e a Baía do Sancho). Há quem já se junte aos moradores da ilha para praticar técnicas orientais como ioga e tai chi chuan, no mirante doBar Visual ou no mirante da Apnéia Souvenirs, ambos proporcionando uma bela imagem do pôr-do-sol, no Porto de Santo Antônio. Um adepto, este mês, foi o professor mineiro Sérgio Fonseca de Melo, que ministrou aulas de tai chi chuan para os ilhéus e que pretende retornar ainda este ano para outros encontros.

ARTESANATO - E quem curte esoterismo não pode deixar de conferir o artesanato típico dos dois destinos. Ainda em escala pequena, já é possível encontrar em Fernando de Noronha objetos como presentes (lembrancinhas) voltados para os mais esotéricos. Entre as opções estão os incensários de cerâmica (Apnéia Souvenirs), camisetas e colares com símbolos místicos como OM (Cia da Lua). Para quem aprecia o som provocado pelos ventos, há sinos (mensageiros) com os golfinhos ou tubarões (Museu dos Tubarões).

  Para quem deseja trazer lembranças místicas de Bonito, artesãos como Jota estão investindo neste segmento e deixam seus trabalhos na Pousada Casa Grande. Além de incensários que utilizam materiais como durepox e madeira, o visitante poderá adquirir gnomos, bruxinhas, fadas e magos. Em algumas peças, há a utilização de cristais como quartzo rosa, quartzo verde e ametista, entre outros.


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