Um dos principais aspectos para que o preço de um imóvel seja reduzido é a falta de conservação externa. A fachada comprometida por rachaduras e infiltrações acusa muitas vezes que os serviços de manutenção preventiva, como a limpeza e restauração do rejunte, não foram feitos a cada três anos. No Recife, especialmente, essa falta de cuidados com o patrimônio pode significar um prejuízo ainda maior.
Segundo uma pesquisa do engenheiro civil Flávio Accioly, da Firme Empreendimentos e Construções, a proximidade com o mar, onde a névoa salina atinge o mais alto grau de agressividade, agravada pelo intenso tráfego de veículos emitindo gás carbônico, eleva para 64% os casos de corrosão em áreas externas. "A média nacional é de 27%, de acordo com um estudo de Andrade e González", alerta Accioly.
Se houvesse, de fato, essa preocupação já no momento de construir um imóvel, seria possível economizar até 100 vezes os gastos com obras de recuperação. "Em todo o Mundo, o dinheiro que se gasta para revitalizar as fachadas chega a movimentar até 3,5% do Produto Interno Bruto", diz o engenheiro. Tudo poderia ser evitado se fossem adotadas técnicas simples, como a utilização de um concreto menos poroso, o uso controlado da água na preparação do cimento e a cobertura perfeita das molduras de ferro. "Bastaria que fosse feito um serviço de conservação. Como lavar a fachada e fazer o reajuntamento ", completa. Esse serviço sai, em média, por R$ 4 o metro quadrado.
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