(Atualizado no dia 11/07/2001)
 
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Loja virtual para todos os bolsos

Desenvolvedores pernambucanos criam softwares de comércio eletrônico para pequenas e médias empresas

Eduardo Sol
Da equipe do DIARIO

A Internet brasileira já possui um bom número de grandes lojas virtuais, como o Submarino, o Amélia e o ShopAOL. Agora, as pequenas e médias empresas podem ter também sua lojinha online. A pernambucana GlobalTech, empresa incubada no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), criou um software para aproximar o comércio eletrônico da realidade de negócios dos empresários.

  O produto chama-se Digital Store e é um pacote para e-commerce, reunindo um gerenciador de loja virtual e uma programa específico para faturamento. Ambos rodam totalmente via Internet, sendo acessados pelo navegador Internet Explorer. O sistema utiliza Active Server Pages (ASP), as linguagens HTML e Visual Basic, tudo rodando sobre um banco de dados SQL Server 2000, da Microsoft. O pacote também permite uma migração para sistemas móveis como PDAs e aparelhos celulares WAP.

  O software funciona da seguinte maneira: o programa e o banco de dados rodam online, sendo hospedados no provedor de cada usuário. Com isso, as tarefas de atualizara lista de produtos oferecidos, mudar os preços dos mesmos e gerenciar a e-loja tornam-se mais rápidas e fáceis, podendo ser feitas de qualquer PC com acesso à Internet. "Pode ser uma boa solução para comerciantes pequenos, como floricultores ou vendedores de artesanato, entrarem no mundo do e-commerce", diz o diretor comercial da GlobalTech, Marcelo Costa.

  A exceção fica para o faturamento, o Advanced Payment System (APS), que rodará em servidores robustos, instalado possivelmente em São Paulo. Um dos destaques do produto está na segurança. Ao invés dos dados do comprador irem para os servidores das lojas, podendo ser alvos de hackers, as informações vão para as operadoras de cartão de crédito. Boleto bancário e débito automático são outras formas de pagamento suportadas pelo software.

  As páginas das e-lojas podem ser padronizadas, mas haverá mecanismos de personalização de layout. A padronização, contudo, não impede que as empresas que optarem por lojas virtuais mais complexas e robustas tenham sites feitos sob medida.

  A empresa pernambucana está sendo avaliada pela Endeavor (www.endeavor.com.br), uma ONG internacional que dá apoio às incubadas em busca de capital de risco. A Endeavor nasceu em 1997, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e está no Brasil desde o ano passado. A ONG está interessada no Digital Store, da GlobalTech. Até o próximo mês, a lista das empresas brasileiras que farão parte da segunda leva de apoiadas no País será divulgada.








 

 
 
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