(Atualizado no dia 11/07/2001)
 
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Informática

Caeser tem R$ 1,3 milhão para investir

Verba será aplicada em rede para monitorar chuvas e laboratório

Andrea Pinheiro
Da equipe do DIARIO

As novidades no departamento de Eletrônica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) não param de acontecer. Dois novos projetos do Grupo de Fotônica, em parceria com a Siemens, estão prestes a sair do papel. Com investimento maior do que R$ 1,3 milhão, serão instalados o laboratório de Comunicação Corporativa de Rádio e a Rede Nacional de Pluviômetros. Os projetos tomarão forma e corpo por intermédio do Centro Avançado de Engenharia e Serviços do Recife (Caeser).

  O Caeser (lê-se cáiser) é uma organização não-governamental criada nos moldes do Cesar pelo Grupo de Fotônica, no ano passado. A instituição pretende desenvolver novas tecnologias, principalmente, voltadas para área de telecomunicação. O laboratório de Comunicação Corporativa deverá formar profissionais com especialização em GSM (Global System Mobile), o novo padrão de telefonia móvel que funcionará no Brasil a partir do próximo ano. É o sistema que será usado nas bandas C, D e E.

  MODELO - "O laboratório receberá um investimento de R$ 300 mil", afirma o professor Frederico Nunes, que é responsável pelo Grupo de Fotônica. Umas das áreas a serem pesquisada no novo local de pesquisa é o rádio-enlace, conjunto que se interliga por microondas. "Nossa idéia é torná-lo uma referência no Brasil", destaca.

  Orçada em R$ 1 milhão, a Rede Nacional de Pluviômetros será composta por 100 pluviômetros instalados em todo País. "Queremos monitorar o comportamento do clima medindo o índice de chuvas", explica. O equipamento coletará informações a cada minuto, através de sensores, que serão enviadas para um banco de dados, localizado na Universidade Federal. As medições são realizadas porque a chuva implica na qualidade das transmissões de telefonia móvel.

  Os dados permitirão que se faça cálculos de propagação das ondas, inclusive em condições climáticas não-favoráveis. "A partir dos cálculos poderemos saber exatamente onde devem ser instalados os enlaces", diz Nunes. O professor comenta que não existe um monitoramento como esse no Brasil. "O projeto deve se tornar de interesse da Anatel e também da International Communications Union (UIT).








 

 
 
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