Sistema de código livre faz parte de nossas vidas de forma invisível
Eduardo Sol
DA EQUIPE DO DIARIO
O sistema operacional Linux tem um pequeno mercado, comparado ao Windows da Microsoft. O sistema de código livre criado há exatos dez anos pelo finlandês Linus Torwald, no entanto, anda aumentando sua fatia. Ele avança comendo pelas beiradas.
Se ele não consegue chegar diretamente aos PCs domésticos, onde sua presença é insignificante, pelo menos nos setores públicos ou de serviços, o pingüim vem rodando aplicativos e organizando o trabalho de instituições tão diferentes como o exército brasileiro, a Unesco, os Correios e até mesmo estações de metrô de São Paulo.
Há também pessoas comuns, longe do perfil técnico que sempre caracterizou os usuários do Linux, que andam se aproximando do sistema do pingüim. O advogado pernambucano Judas Tadeu Gomes Júnior é um desses casos. Ele migrou para o Linux por um único motivo: queria legalizar os softwares em seu escritório. "Uso apenas Internet e um editor de texto. Não tive problemas para trabalhar com isso no Linux", disse.
A Câmara dos Vereadores do Recifeaprovou uma lei que determina o uso preferencial por programas com código livre pela administração municipal. O processo está nos primeiros estágios. Técnicos da Empresa Municipal de Informática (Emprel) estão fazendo treinamentos e workshops em Linux, mas o cronograma pode sofrer um atraso.
O projeto da Emprel prevê a instalação de um laboratório específico para Linux, da sede da empresa, mas o empecilho para isso é a falta de espaço físico. Sem o laboratório, os aplicativos não poderão ser testados e, consequentemente, não serão usados pelos órgãos municipais.