Alimentos, habitação e educação tiveram reajustes acima da média
Os recifenses tiveram de arcar com aumentos generalizados no mês passado. De acordo com pesquisa mensal feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas e Universidade Católica de Pernambuco, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado para a cidade do Recife teve elevação de 0,88%. Mas no bolso, o consumidor teve de bancar aumentos muitos superiores à média registrada. A pressão acima da variação média foi exercida pelos grupos alimentação (1,18%), habitação (1,20%) e educação, leitura e recreação (0,92%).
Três entre os demais quatro grandes grupos que compõem o IPC apresentaram variação positiva, porém, um pouco abaixo da média de 0,88%. O grupo transporte foi o que menos pesou na contribuição do IPC, com aumento de 0,12%. Vestuário aparece com variação positiva de 0,23% e saúde e cuidados pessoais contribuiu com aumento de 0,78%. O único grupo com variação negativa, ou seja, não apresentou aumento, foi despesas diversas, com -0,26%. No mês de maio, três entre os sete grandes grupos analisados apresentaram variação negativa, incluindo vestuário -0,76%, saúde e cuidados pessoais, com (0,09%), e transportes, com 0,57%.
Entre os vilões dos reajustes no mês de junho os destaques ficaram para o tomate, que apresentou variação de 17%, seguido pelo inhame, com reajuste de 12%, e o botijão de gás, que sofreu repasse durante o mês passado da ordem de 11,9%. Na direção contrária, entre os itens que tiveram queda de preços aparecem a manga (-19%), a cebola (-18%), o maracujá (-12%), além do mamão Papaya e a melancia, com -10%.
No acumulado do ano, de janeiro a junho, o Índice de Preços ao Consumidor registrou uma alta na cidade do Recife de 3,45%. Porém, dois entre os sete grupos avaliados durante esse período apresentaram variação positiva superior a esse média - alimentação (5,49%) e habitação (4,01%). Vestuário e transporte, por sua vez, apresentaram no acumulado do ano variações de -1,43% e -0,18, respectivamente. A pesquisa, divulgada ontem, leva em consideração o gasto de famílias com renda mensal de 1 a 33 salários mínimos.