Brasil é o quarto em disparidade
BRASÍLIA - O Brasil continua com uma das quatro priores distribuições de renda do Mundo, apesar de ter registrado aumento de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e melhoria de indicadores sociais.
O Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado oficialmente na terça-feira, mostra que o Brasil está em quarto lugar em uma lista de 162 países - perde apenas para Suazilândia, Nicarágua e África do Sul. Na América Latina, fica em segundo lugar.
metodologia - O documento, que usa dados do Banco Mundial, mostra que os 10% mais pobres da população brasileira têm acesso a apenas 1% da riqueza do País. Ao mesmo tempo, os 10% mais ricos têm 46,7% da renda. O país com melhor distribuição de renda é a Eslováquia. Para chegar a esses dados o Banco Mundial usa um cálculo matemático, que resulta no índice de Gini.
Para esse cálculo, o órgão utiliza dados de anos diferentes, dependendo do país.
Por meio do índice é possível calcular a distribuição de renda dos países, usando os dados de renda da fatia mais pobre e da mais rica da população. Nesse índice, o número zero representaria um país onde todos tivessem exatamente a mesma renda e cem aquele onde toda a renda estivesse com apenas uma pessoa.
O índice de Gini do Brasil é de 59,1 (dados de 1997), enquanto o do pior país, a Suazilândia, é de 60,9 (informações de 1994). O da Eslováquia é de 19,5 (dados de 1992).
Os anos de coleta de dados são diferentes porque dependem das últimas informações apuradas no país. Mesmo assim, segundo o Pnud, é possível fazer uma análise porque há países bastante estáveis em relação à renda. Em outros casos, o tempo pode fazer diferença, como no caso da Eslováquia. Em 1992, quando foram feitas as coletas, o país havia deixado de ser comunista há apenas três anos.