Queixo para frente ou para trás, dentes desalinhados. Esses são alguns dos problemas funcionais e de estética facial que não podem ser corrigidos por aparelhos ortodônticos. É necessária uma cirurgia que provoca mudanças no rosto tão nítidas que chega a ser comparada a uma plástica
Dificuldade para mastigar, dores e o comprometimento da aparência são algumas das conseqüências causadas pelos males que afetam os maxilares. O prognatismo (queixo mais a frente que o maxilar superior) e o retrognatismo ou micrognatismo (queixo pequeno em comparação ao maxilar superior) têm tratamento específico, mas a eficácia vai depender da idade do paciente e do nível do problema. "O ideal é que eles sejam tratados durante o surto de crescimento, que nas meninas varia dos 9 aos 11 anos (de preferência antes da menarca) e nos meninos, dos 12 aos 14 anos", lembra o ortodontista Eduardo Lacet, da Odonto-Cape.
Segundo o especialista, antes de iniciar o tratamento, faz-se uma radiografia de mão e punho para se examinar em que fase de crescimento a criança está. Dependendo da fase e do grau de comprometimento dos maxilares, é possível tratar o paciente com aparelhos. "No caso do retrognatismo, usa-se aparelhos internos para estimular o crescimento da mandíbula", explica Lacet. Para o especialista, o quanto antes for feita intervenção no problema durante a infância, melhor. "O prognóstico para tratamento dos dois casos não é bom na fase adulta", avisa.
Mudanças - De acordo com Lacet, a cirurgia é usada para correção dos maxilares no adulto e pode ocasionar mudanças tão significativas no aspecto físico, que algumas pessoas chegam a trocar de identidade. Além da aparência, que atinge em cheio a auto-estima do indivíduo, os males que afetam os maxilares (a maioria por questão de hereditariedade) causam o comprometimento funcional da boca, podendo afetar a deglutição e a fala.
A cirurgia é complexa. Com a ajuda de pequenas serras específicas, o cirurgião vai adequando os ossos da face e reposicionando o maxilar. Muitos a comparam a uma plástica. O incômodo maior vem depois. Durante 45 dias, o paciente só poderá se alimentar de líquido e alimentos pastosos.
Serviço
Odonto-Cape - 3222.2810