A decisão do prefeito de Camaragibe, Paulo Santana (PT), de não reconhecer a CPI que investiga supostas irregularidades na aplicação de recursos da previdência dos servidores, evitando que auxiliares seus prestem depoimento aos vereadores, poderá resultar na inviabilização da Comissão. É que a CPI tem até quinta-feira (7) para concluir os trabalhos. Por não conseguir ouvir o prefeito e os secretários de Finanças, Antônio de Pádua, e de Administração, George Pierre, os vereadores precisariam aprovar, em plenário, a prorrogação da CPI por mais 30 dias. Para isso, seria necessário o apoio de oito dos 15 vereadores, o que é considerado improvável de acontecer.
Ontem, os cinco vereadores integrantes da CPI e o presidente da Câmara, Denivaldo Freire (PV), foram recebidos na Assembléia Legislativa pelo presidente Romário Dias (PFL) e outros seis deputados. No encontro, os vereadores solicitaram a colaboração da AL no sentido de sensibilizar o prefeito a colaborar com a CPI. Na quarta-feira passada, o prefeito seofereceu para depor na CPI estadual sobre previdência municipal, que terminou abortada dias depois. Correndo contra o tempo, os vereadores ainda acreditam em conseguir ouvir os secretários e confirmar a denúncia sobre a falta de recolhimentos, por parte da prefeitura, ao fundo de previdência em 2000.