(Atualizado no dia 04/06/2001)
 
Início Diario de Pernambuco Empregos Empresas adotam jornadas flexíveis

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Assinaturas e Renovações
 
Expediente
 
Edições Anteriores do Diario de Pernambuco




Empregos

Empresas adotam jornadas flexíveis

Bater ponto e dar um expediente de oito horas não significa ser produtivo. Os norte-americanos descobriram isso na última década e inventaram a jornada flexível de trabalho. O modelo, segundo o economista Josué Mussalém, está baseado no cumprimento de metas (estabelecidas pela empresa) e não pelas horas trabalhadas do indivíduo. "Há uma mudança no conceito de emprego no Mundo. A vaga com carteira assinada está acabando. Só conseguirá se inserir no mercado quem estiver disposto a ter um trabalho e não um emprego".

  De acordo com Mussalém, a nova forma de jornada é bem aplicável em escritórios, nos departamentos de vendas das empresas e na prestação de serviços, como os oferecidos na área de consultoria. "Em setores como o de produção de uma fábrica, por exemplo (que trabalha em regime de turnos) é difícil colocar o sistema em prática", observa. A jornada flexível se caracteriza pela liberdade que o profissional tem de fazer seu horário e, em alguns casos, até de trabalhar em casa.

REALIDADE - Não há estatísticas sobre o assunto, mas acredita-se (segundo os consultores) que menos de 20% das empresas brasileiras utilizem o modelo. A Embraer é uma delas. Segundo o diretor de RH da companhia, Ulrico Barini, pelo menos três mil funcionários de engenharia, gerência e diretoria, podem chegar uma hora mais tarde para trabalhar. "O sistema proporciona uma vantagem enorme no acesso à fábrica, pois reduz o congestionamento", salienta.

  Para o gerente regional de vendas da Amanco Brasil (das marcas Akros e Fortilit), Juarez Holanda Serejo Júnior, a jornada flexível já é uma realidade. O escritório existe onde está seu notebook e o celular. "Viajo muito. Não tenho como cumprir horário no escritório", diz o executivo, que comanda uma equipe de 37 pessoas.

Já o gerente Luiz Vasconcelos Júnior, que comanda uma carteira de 300 clientes de uma indústria, faz seu horário de trabalho de acordo com a agenda. "Não temos horário, temos metas a alcançar", diz.

  Do ponto de vista legal, a flexibilização (bem como as eventuais compensações das horas-extras) não encontra resistências, desde que esteja regulamentada em contrato individual ou acordo coletivo de trabalho. "A jornada normal deve ser de 44 horas semanais. Por outro lado, o controle das horas excedentes estará condicionado a acordo coletivo de trabalho", diz o assessor da Delegacia Regional do Trabalho, Jeferson Lins.

  Na avaliação do consultor Otávio Moraes, diretor do Centro de Desenvolvimento Empresarial de Pernambuco, a flexibilização da jornada não é fácil de ser implementada no Brasil. Ele questiona o preparo das companhias em lidar com produtividade fora do modelo de gestão presencial. "Teremos que mudar toda uma cultura, onde as pessoas já estão habituadas a cumprir horário e bater ponto". Entre as desvantagens do sistema, apontadas pelo consultor, estão a falta de supervisão in loco, que faz com que as falhas das baixas de produtividade demorem a ser corrigidas.(C.G.)








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br