Trabalho em domicílio é alternativa para profissionais de formação superior, como fisioterapeutas
A escassez de vagas no mercado de trabalho formal aliada à necessidade de oferecer serviços diferenciados tem contribuído para o ressurgimento dos atendimentos domiciliares, prática comum em décadas passadas. Essa alternativa vem sendo opção para muitos profissionais - inclusive os com formação acadêmica superior - como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e professores de educação física.
Em momentos de crise e desemprego, usar a criatividade e investir em negócios que ofereçam diferenciais é uma alternativa dentro do mercado de trabalho. O trabalho em domicílio ganha projeção justamente porque tem como proposta facilitar a vida de quem não conta com muito tempo.
Com um ano de atividade domiciliar, a fonoaudióloga Adilza Ana de Albuquerque revela que a idéia de atender pacientes em suas casas surgiu de uma simples observação de mercado. "Como a grande maioria dos pacientes apresentam problemas neurológicos, o que dificulta o deslocamento até as clínicas, resolvemos inovar e levar o tratamento até o cliente. Com isso, além de garantirmos uma melhor remuneração - R$ 30,00 por sessão - aumentamos nosso universo de clientes".
A fisioterapeuta Adilma Fabiane Pereira, amiga de Adilza, revela que os atendimentos em domicílio têm crescido bastante para os profissionais da área de saúde. Segundo ela, com as instituição do home care, que nada mais é do que a extensão do tratamento após a alta hospitalar, muitos profissionais passaram a prestar serviços residenciais, abrindo novas perspectivas de mercado.
O personal trainner Renato Vilela Tejo também colhe bons frutos na prestação de serviços em domicílio. Há sete anos no mercado, ele garante que, além de uma melhor remuneração, o atendimento na casa do cliente permite uma maior flexibilização dos seus horários. Ao preço médio de R$ 20,00 por hora/aula, no caso de cinco sessões por semana, o personal vem assegurando mercado.
Renato Tejo afirma que, embora bastante difundida no Centro-Sul do País, a atividade do personal ainda é tímida no Nordeste, principalmente por apresentar custos elevados. "Nosso trabalho depende de equipamentos específicos e ainda são poucas as pessoas que possuem mini-academias em casa. Além disso, o custo relativamente alto restringe a clientela a empresários, industriais e profissionais liberais bem sucedidos", ratifica.
Especialista em congelamento, a cozinheira Juliana Oliveira Thé deixou de ser professora de culinária para trabalhar como autônoma. E não se arrependeu. Começou dando curso de congelados em domicílio e, devido a grande procura, investiu na elaboração de cardápios de comidas congeladas. Em meses festivos, como dezembro, chega a ganhar mais de R$ 1.200,00.
Segundo ela, como muita gente não tem tempo para cozinhar, a figura do especialista em congelamento tornou-se indispensável. "Hoje atendo seis clientes fixos, além dos esporádicos que contratam os serviços para ocasiões especiais. Cobra R$ 30,00 por oito horas de trabalho. Como não estamos presos a horários rígidos, a atividade compensa muito mais do que se tivéssemos vínculos empregatícios, arremata. (R.C.)
Serviço
Renato Tejo - 9272.0814
Adilza de Albuquerque - 9965.9696
Adilma Pereira - 3466.7093
Juliana Thé - 9953.8628