(Atualizado no dia 04/06/2001)
 
Início Diario de Pernambuco Empregos Fôlego de 18 aos 65 anos de idade

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Assinaturas e Renovações
 
Expediente
 
Edições Anteriores do Diario de Pernambuco




Empregos

Fôlego de 18 aos 65 anos de idade

Ao chegar à Terceira Idade, eles dão exemplo de disposição e vontade de vencer no mundo dos negócios

Roberto Cavalcanti
Da equipe do DIARIO

Se você é daquelas pessoas que ainda supõem que a vida após os 60 anos é sinônimo de cadeira de balanço, pijama e aposentadoria está mais do que na hora de repensar os seus conceitos. Afinal, com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, fruto dos avanços da medicina preventiva e curativa, os idosos têm se mantido ativos por mais tempo e, muitas vezes, demonstram mais garra e espírito empreendedor do que muitos jovens entre os seus 20 e 30 anos.

  De acordo com pesquisas da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), os idosos já somam mais de 14,5 milhões de brasileiros. Deste total, cerca de 30% ainda se mantém no mercado de trabalho formal, ocupando as mais diversas funções. Só em Pernambuco, eles são 225 mil trabalhadores, num universo de 694,7 mil pessoas acima de 60 anos. No entanto, o que chama a atenção é o empreendedorismo de alguns, que não se rendem ao cansaço e continuam administrando, ampliando e, até mesmo, iniciando novos negócios.

  Com 74 anos, a professora e empresária Arlinda Araújo é o que se pode chamar de uma pessoa com espírito jovem. Primeira mulher com formação superior em educação física a abrir uma academia de ginástica em Pernambuco, ela, além de administrar o negócio, ainda encontra tempo para dar aulas de hidroginástica e de aplicação do método psicoprofilático do parto sem dor para gestantes. "Tenho alunas com até 88 anos, o que demonstra que é possível manter-se mentalmente jovem, mesmo com idades bem avançadas".

Arlinda Araújo garante que não pensa em parar de trabalhar mesmo porque foi o desenvolvimento de atividades físicas que possibilitaram a resistência e a disposição para o trabalho que ela mantém até hoje. "A ginástica possui quatro objetivos básicos que são o segredo de uma velhice saudável e produtiva. Manutenção da saúde, prolongamento da vida, conservação da juventude e embelezamento do corpo podem ser alcançados facilmente por quem dedica parte de seu tempo para os exercícios físicos", assegura.

  O peso da idade não representa obstáculo para a professora que há 41 anos freqüenta as salas de aula. "Nascer é uma possibilidade. Viver, um risco. Envelhecer, um privilégio".

  Aposentado após 29 anos de serviço numa companhia aérea, o técnico em eletrônica, Lucilo Sabino da Silva, não se dá por vencido. Integrante da Associação dos Inventores de Pernambuco, criou um filtro processador de áudio capaz de reproduzir as baixas, médias e altas freqüências não processadas pelos sistemas de som comuns. Em busca de empresas que demonstrem interesse em produzir o equipamento em larga escala, Lucilo garante que não consegue ficar sem trabalhar. "Estou sempre inventando alguma coisa e não pretendo parar tão cedo".

  Francisco Manuel Avellar é outro que após a aposentadoria não perdeu o ritmo. Fundador da Cooperativa de Prestação de Serviços Especializados, ele e outros ex-funcionários da ex-estatal Telpe, organizaram-se para suprir a demanda de mão-de-obra do setor de telefonia. Passados três anos, os negócios cresceram. "Damos oportunidades não só para os aposentados como também para jovens. Com isso diversificamos os serviços".








 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br