Até o final do ano, o Banco do Brasil abrirá quatro mil vagas em todo País dentro do Adolescente Trabalhador, programa lançado pela instituição em maio com proposta de abrir mercado de trabalho para jovens com idade entre 17 e 18 anos incompletos, vindos de famílias com renda per capta de até meio salário mínimo. Em Pernambuco, onde a proposta nasceu, 160 adolescentes serão beneficiados até dezembro.
Atualmente no Estado - que serviu de projeto-piloto da proposta ao lado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Amazonas e Distrito Federal - dez adolescentes participam do programa. Além de aprenderem tarefas internas (arquivo, entrega de documentos, operação de copiadoras e atendimento telefônico), eles recebem cursos de treinamento, como de informática.
Os jovens são selecionados por entidades filantrópicas parceiras do BB no programa."No Recife, a Organização de Auxílio Fraterno (OAF) encaminhou os primeiros adolescentes. Mas em até 30 dias, publicaremos edital que dirá as condições e o público-alvo, para queoutras entidades participem", diz o superintendente de RH do BB, Hayton Rocha.
A jornada de trabalho é de cinco horas com uma remuneração de um salário mínimo mensal. Para participar, o jovem deve estar cursando até a 7ªsérie (ou supletivo). "Quando receber o primeiro pagamento quero dar parte à minha mãe", planeja Emerson Roberto Barbosa, 16. Na OAF, Emerson fez cursos de sapataria, serigrafia e computação. Cléa Larissa Alves, 16, já ganhou um apelido carinhoso dos colegas: amarelinha. Cléa tem outro plano para o dinheiro. "Quero guardar, colocar na poupança". (A.B.)