Edição de Terça-Feira, 5 de Junho de 2001
 
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Economia

Devedores no SPC têm alta de 6,99% em maio

A lista de inadimplentes no comércio recifense ficou maior no mês de maio passado. Quando comparado a maio de 2000 o acréscimo no número de devedores foi de 6,99%. Em maio de 2000 haviam 17.116 nomes negativados. Este ano, são 39.726. Em relação ao mês de abril passado a lista de inadimplentes foi engrossada em 3,45%. O cadastro de pessoas com débitos no comércio do Recife está na casa dos 617.338.

  De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL), é a falta de dinheiro que está levando os consumidores a não honrarem seus compromissos. A estimativa é de que a situação se agrave a partir desse mês, devido ao racionamento de energia. A inadimplência levou 106.952 das 412.944 consultas feitas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) serem negadas. Isso significa que a cada 100 consumidores que tiveram o cadastro analisado pelo sistema, 26 não conseguiram efetuar as compras por já estarem negativados.

  Esse número é o maior já registrado desde outubro passado. A elevação preocupa o presidente da CDL, Eduardo Catão. "Isso mostra que as pessoas mesmo sem terem pago os débitos anteriores estão precisando comprar. O que é lamentável para os empresários", comentou. De acordo com ele, um número aceitável seria de 10 rejeições a cada 100 consultas realizadas.

  Segundo o presidente, nem mesmo o Dia das Mães, comemorado em maio, conseguiu reverter o quadro. Ele ressaltou que apesar das vendas terem crescido, não superaram as do mesmo período do ano passado, devido a inadimplência elevada. "Como estamos ligados com os SPC's de todo o País, não há mais como o consumidor comprar em outros estados estando com o nome sujo na praça local", destacou.

  Entres os segmentos do comércio que mais foram consultados em maio o destaque ficou para as sapatarias (12%), confecções (11,6%), bancos (11,5%) e telecomunicações (11,15%). Catão disse que esse perfil já era esperado devido à comemoração do Dia das Mães. A dor de cabeça agora para o setor é o mês de junho, que conta com duas datas festivas - Dia dos Namorados e São João. Com a redução no horário de abertura das lojas, que passaram a abrir das 9h às 18h30 por conta do racionamento de energia, o presidente da CDL prevê quedas nas vendas, mais ainda não tem idéia de quanto represente.

 








 

 
 
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