Edição de Terça-Feira, 5 de Junho de 2001
 

Início Diario de Pernambuco Brasil ACM acusa presidente de ter apoiado Maluf

Cadernos

Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 

Serviços

Assinaturas e Renovações
 
Expediente
 
Edições Anteriores do Diario de Pernambuco




Brasil

ACM acusa presidente de ter apoiado Maluf

SÃO PAULO - Em entrevista ao vivo, ontem à noite, no programa Passando a Limpo, da Rede Record, grande parte dela dedicada a ataques e críticas ao presidente FHC , o ex-senador Antonio Carlos Magalhães fez um revelação que mantinha sob sigilo até então: na sucessão para o Governo de São Paulo, em 1998, FHC foi quem insistiu para que o PFL apoiasse a candidatura de Paulo Maluf, do PPB, na disputa vencida por Mário Covas, do PSDB, em que também concorreu pelo PT a atual prefeita paulistana Marta Suplicy.

  "Chegou o dia de fazer esta revelação", disse ACM. "Eu não falaria normalmente. Mas eu vou ser franco: quem fez o PFL apoiar Maluf, e ficar contra Covas, foi o presidente FHC. Ele falou isso, não só comigo, mas com Jorge Bornhausen, e também ajudou a resolver a situação da Prefeitura de São Paulo, que era gravíssima". ACM prosseguiu: "Foi uma jogada inteligente, pode não ter sido ética, porque ele teve os votos do Covas (para a sua reeleição) e teve os votos do Maluf".

  O ex-senador declarou-se, ao final, pró-Covas e mandou que todo o PFL, tendo à frente o presidente Bornhausen, fosse apoiar Paulo Maluf. "Foi isso o que se deu, e eu estou declarando isso aqui peremptoriamente. E pode perguntar ao presidente Bornhausen, ao Marco Maciel, ao Cláudio Lembo e a qualquer um se eu não estou dando a verdade inteirinha disso. Ele teve votos dos dois lados, e isso lhe deu a eleição no primeiro turno. O Covas está morto, mas o fato é que o Covas foi passado para trás".

O ex-senador baiano disse que irá apoiar o candidato de seu partido na sucessão presidencial do ano que vem, mas que se o PFL não tiver candidato, considera que o mais preparado para a disputa é o governador tucano do Ceará, Tasso Jereissati. ACM vetou o nome do ministro José Serra para a disputa presidencial. "Eu lutarei no partido contra ele, e acho que ninguém do PFL hoje quer apoiar o José Serra. Nem no partido, nem no Brasil".

sucesssão - ACM considerou correta a atitude do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), de buscar alternativas para a sucessão de 2002, entre elas a do governador paulista Alckmin, do PSDB. "Entretanto, a escolha do Alckmin não vai depender apenas do Bornhausen, mas de todos nós. E se realmente ele não crescer, não adianta ter um candidato só para perder. Para perder, aí nós vamos ter o nosso próprio".

  O ex-senador disse que o governador mineiro, Itamar Franco, teve uma atitude muito digna para com ele em relação ao processo na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. "Quando muitos me jogaram pedras, ele veio me ter com a sua mão amiga. Isso me faz ser grato a ele, o que não significa que vá apoiá-lo ou não".

  ACM afirmou que a senadora petista do Alagoas, Heloísa Helena, votou mesmo contra a cassação do mandato de Luiz Estevão, do PMDB do Distrito Federal. Ele confirmou ter conversado a respeito com o senador José Eduardo Dutra (PT-SE), que na ocasião criticou sua colega.


Leia Mais...

Claque estimula ex-senador







 

 
 
Sua Opinião


Copyright 2001 - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br