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ACM acusa presidente de ter apoiado Maluf
SÃO PAULO - Em entrevista ao vivo, ontem à noite, no programa Passando a Limpo, da Rede Record, grande parte dela dedicada a ataques e críticas ao presidente FHC , o ex-senador Antonio Carlos Magalhães fez um revelação que mantinha sob sigilo até então: na sucessão para o Governo de São Paulo, em 1998, FHC foi quem insistiu para que o PFL apoiasse a candidatura de Paulo Maluf, do PPB, na disputa vencida por Mário Covas, do PSDB, em que também concorreu pelo PT a atual prefeita paulistana Marta Suplicy.
"Chegou o dia de fazer esta revelação", disse ACM. "Eu não falaria normalmente. Mas eu vou ser franco: quem fez o PFL apoiar Maluf, e ficar contra Covas, foi o presidente FHC. Ele falou isso, não só comigo, mas com Jorge Bornhausen, e também ajudou a resolver a situação da Prefeitura de São Paulo, que era gravíssima". ACM prosseguiu: "Foi uma jogada inteligente, pode não ter sido ética, porque ele teve os votos do Covas (para a sua reeleição) e teve os votos do Maluf".
O ex-senador declarou-se, ao final, pró-Covas e mandou que todo o PFL, tendo à frente o presidente Bornhausen, fosse apoiar Paulo Maluf. "Foi isso o que se deu, e eu estou declarando isso aqui peremptoriamente. E pode perguntar ao presidente Bornhausen, ao Marco Maciel, ao Cláudio Lembo e a qualquer um se eu não estou dando a verdade inteirinha disso. Ele teve votos dos dois lados, e isso lhe deu a eleição no primeiro turno. O Covas está morto, mas o fato é que o Covas foi passado para trás".
O ex-senador baiano disse que irá apoiar o candidato de seu partido na sucessão presidencial do ano que vem, mas que se o PFL não tiver candidato, considera que o mais preparado para a disputa é o governador tucano do Ceará, Tasso Jereissati. ACM vetou o nome do ministro José Serra para a disputa presidencial. "Eu lutarei no partido contra ele, e acho que ninguém do PFL hoje quer apoiar o José Serra. Nem no partido, nem no Brasil".
sucesssão - ACM considerou correta a atitude do presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), de buscar alternativas para a sucessão de 2002, entre elas a do governador paulista Alckmin, do PSDB. "Entretanto, a escolha do Alckmin não vai depender apenas do Bornhausen, mas de todos nós. E se realmente ele não crescer, não adianta ter um candidato só para perder. Para perder, aí nós vamos ter o nosso próprio".
O ex-senador disse que o governador mineiro, Itamar Franco, teve uma atitude muito digna para com ele em relação ao processo na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. "Quando muitos me jogaram pedras, ele veio me ter com a sua mão amiga. Isso me faz ser grato a ele, o que não significa que vá apoiá-lo ou não".
ACM afirmou que a senadora petista do Alagoas, Heloísa Helena, votou mesmo contra a cassação do mandato de Luiz Estevão, do PMDB do Distrito Federal. Ele confirmou ter conversado a respeito com o senador José Eduardo Dutra (PT-SE), que na ocasião criticou sua colega.
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