A globalização e a concorrência têm deflagrado uma batalha pela conquista de novos mercados. O planejamento logístico aparece como arma dessa guerra, onde a redução de custos é meta. Embora recente, a figura do profissional de logística vem sendo valorizada pelas grandes empresas, que chegam a oferecer salários de até R$ 25 mil por um bom especialista. No Nordeste a remuneração gira em torno de R$ 11 mil.
Abrangendo da fase de compra, armazenamento de matéria-prima até a distribuição de produtos, a logística figura, hoje, como o centro nervoso de qualquer empreendimento, sendo responsável pelo trinômio qualidade, baixo custo e menor espaço de tempo. No entanto, por ser um conceito novo, grande parte das empresas têm esbarrado na falta de especialistas. Isso se deve, via de regra, pela pouca oferta de cursos de logística, principalmente no Norte e Nordeste.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, instituições de ensino como a Escola Politécnica de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, Fundação Carlos Alberto Vanzolini (USP) e Instituto de Pesquisas e Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, despertaram para às necessidades do mercado e lançaram cursos na área. No Nordeste, as capacitações são esporádicas e ficam a cargo de empresas como o Instituto de Capacitação Empresarial e a Inovação de Melhoramentos na Administração Moderna (Imam).
O gerente logístico da Prolane, Irã Melo, atua nessa área, ainda nova no Estado."A tendência é haver uma maior valorização deste profissional que tende a ocupar uma posição de destaque dentro do planejamento da cadeia produtiva das empresas", revela. (R.C.)