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Banzé ressalta valores da família

Luciana Veras
Especial para o DIARIO

Seriam motivações caça-níqueis que estariam por trás da Disney e da seqüência de A Dama e O Vagabundo, clássico animado de 1955 e até hoje programa obrigatório para cinéfilos de qualquer idade? Afinal, o que poderia ser acrescentado à história de amor entre Lady, uma cadelinha com pedigree e boas maneiras, e Vagabundo, vira-lata de carteirinha, que, entre outras pérolas, deu ao cinema a inesquecível cena do beijo causado por um prato de macarrão? Se você pensou em responder "uma família", nem se dê o trabalho. Os diretores Darrel Rooney e Jeannine Roussel já fizeram isso em A Dama e o Vagabundo II - As Aventuras de Banzé (Lady and the Tramp II, EUA, 2000), lançado na semana passsada em VHS e DVD.

  Em entrevista ao DIARIO por telefone, direto de São Paulo, Jeannine Roussell explica que a produção das continuações diretamente nesses formatos é uma política da Walt Disney Company. Mas isso, garante a produtora e co-diretora, não se tornou um empecilho. "Sabíamos desde o começo que não atingiríamos a tela grande, mas isso não atrapalhou nosso trabalho. Não há diferença de qualidade".

tecnologia - Para ela, o grande desafio foi trazer a seqüência para o público de hoje, acostumado à agilidade e tecnologia de sobra empregada nos desenhos animados mais recentes do estúdio (Mulan, Alladin, Rei Leão, só para citar alguns). "Nosso objetivo era preservar a integridade original do primeiro filme. Portanto, tivemos cuidado com o estilo da música e com o visual. Fizemos uma pesquisa nos arquivos para encontrar os esboços do original e usá-los como guia. Tenho certeza de que obtivemos sucesso", conta.

  Como o título deixa bem claro, a fita escanteia a Dama e o Vagabundo para contar a história de Banzé (Scamp no original), o filho rebelde da dupla. Ambientada no início do século XX, logo após os acontecimentos do primeiro filme, a trama decola quando Banzé é castigado pelos pais por ter aprontando a maior bagunça na casa de Querido e Querida (sim, eles mesmos, os donos de Dama).

Vai passar a noite no quintal e decide, desupetão, fugir para acompanhar o bando de cães vadios liderados por Buster. É claro que, no começo, o filhote se sente livre para fazer o que quiser: esbaldar-se no lixo, quebrar o ferro velho e arrumar confusão. Mas o tempo passa e Banzé logo logo percebe que está errado - não sem antes passar pela carrocinha e levar alguns puxões de orelha do pai.

  Na opinião da co-diretora, "não há lugar como o lar". Por isso, As Aventuras de Banzé não é apenas uma produção para crianças. "É uma história sobre família e a importância de valores que atualmente estão ficando de fora de vários filmes", define Jeannine Roussel. Apesar de ser inferior ao original, esta seqüência tem bons momentos e funciona como passatempo para alegrar os pimpolhos. Deve repetir o sucesso dos EUA, onde vendeu 15 milhões de cópias, e alegrar donos de locadores e papais famintos por novos Disney para alimentar suas crias.

Serviço

A Dama e o Vagabundo II - As Aventuras de Banzé (Lady and the Tramp II, EUA, 2000). Direção: Darrell Rooney e Jeannine Roussel. Com vozes de Scott Wolf, Alyssa Milano, Chazz Palminteri. Disney.








 

 
 
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