Edição de Domingo, 13 de Maio de 2001
 
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Revista na TV

Só as mães são felizes

Em homenagem ao Dia das Mães, oito personalidades da tv falam sobre a maternidade e convivência com os filhos

Mãe que acarinha, mãe que alimenta, mãe que briga, mãe que respeita, mãe que ensina, mãe que aprende. Tem razão o dito popular que reza que todas as mães são iguais, só mudam de endereço. Pelo menos é o que a Revista da TV pôde perceber nos depoimentos de oito personalidades. Em homenagem ao Dia das Mães, elas foram convidadas a falar de temas diversos, envolvendo a maternidade, e acabaram convergindo para os mesmos pontos. É preciso ser amiga, disseram Ângela Vieira e Rosana Garcia, mas sem perder a autoridade. Lições de ética são fundamentais para Flávia Alessandra e Cássia Kiss. Noely, mãe de Sandy e Junior, e Nicette Bruno, acham que estar perto dos filhos é uma bênção. É o que pensa também Lilia Cabral, que só quis ser mãe quando achou que teria tempo para se dedicar à função. Já Carolina Dieckmann se maravilha com a chance de aprender com o filho. Coisas que qualquer mãe entende.

Nicette Bruno (mãe de Bárbara, de 44 anos, Bete, de 40, e Paulo, de 36): "Tentei estar mais presente no primeiro ano de vida dos meus filhos, que acho que é quando a criança mais precisa da mãe ao lado dela. Sempre quis ser mãe, assim como sempre quis ser atriz; tenho vocação para as duas coisas. É difícil conciliar a vida familiar e a vida profissional de uma forma equilibrada, mas acho que eu consegui fazer isso. Hoje, eu e meus filhos temos um amor muito grande, somos muito companheiros".

Rosana Garcia (mãe de Ana Carolina, de 18 anos, e Fernando, de 16): "A vantagem de ter filhos cedo como eu, que tive a Ana Carolina aos 18 anos, é que você ainda está nova quando eles já estão crescidos. Eu e os meninos gostamos das mesmas coisas, saímos sempre juntos, curtimos juntos o Rock in Rio. Sou meio amiga e meio mãe deles, porque também não dá para ser só uma coisa ou outra; é impossível deixar adolescentes crescerem soltos, sem dar duro neles de vez em quando".

Flávia Alessandra (mãe de Giulia, de 7 meses): "Leio os livros que falam sobre como educar uma criança. Acho que o principal é formar o caráter, dar lições de ética. Como os pais são o espelho, tento dar o exemplo, para que minha filha não vire uma adolescente que ache graça em roubar bala em loja ou botar fogo em índio".

Noely (mãe de Sandy, de 18 anos, e Junior, de 17): "Sou uma privilegiada porque sou empresária das pessoas que mais amo neste mundo. Sou uma mãe presente, dedicada, carinhosa, mas tento não ser invasiva. Sei quando eles estão com problemas, mãe tem essa intuição, mas só falo sobre o assunto quando eles me procuram."

Carolina Dieckmann (mãe de Davi, de 2 anos): "Ser mãe é renascer. É ter a oportunidade de compreender a vida de uma nova forma, de um ângulo diferente. Hoje vejo meu filho aprender tudo que aprendi e percebo que na minha época eu não me dei conta do quanto este processo é bonito. Acho que ser mãe é aprender a ser feliz de novo."

Ângela Vieira (mãe de Nina, de 17 anos): "Sou muito amiga da minha filha, conversamos muito, mas não sou amiga íntima. Acho que é saudável que este papel seja preenchido por outra pessoa, que haja coisas que ela prefira não discutir comigo. A mãe tem que se mostrar sempre disponível , mas não pode ser absolutamente permissiva."

Cássia Kiss (mãe de Joaquim Maria, de 5 anos, e Maria Cândida, de 4): "Com a maternidade, consegui responsabilidade e compromisso, coisas que você só compreende quando tem filhos. Aprende a estar presente, não tem tempo para ficar pensando bobagens. Minha preocupação é que eles conheçam todo tipo de gente".

Lilia Cabral (mãe de Giulia, de 4 anos): "Como fui mãe aos 38 anos, já tinha uma certa segurança profissional e pude estar mais presente, o que vejo que contribuiu para preservar a auto-estima da Giulia. Hoje, posso dizer tranqüilamente: Mamãe vai sair, fazer um programa de adulto. Ela nunca esperneia, porque entende que eu lhe dou toda a atenção".








 

 
 
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