A tentativa do prefeito de Camaragibe Paulo Santana (PT) e seis vereadores ligados a ele de suspender a CPI instalada pela Câmara do município para apurar suspostas irregularidades no uso dos recursos da assistência previdenciária dos servidores, por parte da prefeitura, não vingou.
Ontem, a juíza Maria da Conceição Siqueira, da 3ªVara da Comarca de Camaragibe, negou o pedido de liminar requerido pelos grupo, através de mandado de segurança contra o presidente da Câmara, vereador Denivaldo Freire (PV). O recurso, que solicitava a anulação da portaria que constituiu a CPI, partiu do advogado José Paulo Cavalcanti Filho.
No despacho, a juíza afirma ser necessário que sejam aprovados, além da relevância da fundamentação, a possibilidade de ocorrer lesão irreparável ou de difícil reparação aos requerentes. Ela argumentou ainda que o grupo limitou-se a apresentar a existência de erro formal na instauração da CPI. A juíza concedeu um prazo de dez dias para que Freire compareça ao Fórum a fim de prestar informações.
A CPI, instalada há cerca de dez dias, já iniciou as inquirições. Na última quinta-feira, foram ouvidos três pessoas ligadas ao Sindicato dos Servidores de Camaragibe.