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Medidas terão impacto maior que 0,15% na inflação
BRASÍLIA - O impacto das medidas de racionamento de energia na inflação deverá ser maior que o 0,15 ponto percentual anunciado ontem pelo "ministro do apagão" , Pedro Parente. O déficit da balança comercial também será acentuado. De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, o total de 0,15 é apenas o impacto direto da aplicação das sobretaxas às famílias que consumirem acima de 200 kWh/mês. Ou seja, não está calculada a possibilidade de as empresas que pagarem sobretaxas repassarem o custo para os preços. As distribuidoras também poderão pedir reajustes extraordinários para a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
De acordo com o relatório de inflação do Banco Central divulgado em março -antes das novas desvalorizações do real e do pacote da energia elétrica-, a inflação deste ano chegaria a 4,8% pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado).
O índice é utilizado pelo Governo para o sistema de metas inflacionárias. Com o impacto anunciado, portanto, o IPCA se aproximaria de 5% este ano, quando o limite é 6%.
Amadeo acredita, porém, que as empresas terão como otimizar a produção."Uma empresa que produz três tipos de produtos, mas tem um que não vai bem, pode vender energia que será utilizada para uma outra empresa que estiver. Orientada pelo presidente FHC, a área econômica só deverá divulgar suas previsões sobre os efeitos da crise depois de um mês de funcionamento.
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