Essa cirurgia é o método mais seguro contra a calvície. Transfere parte do couro cabeludo para a área calva, eliminando o risco de rejeição
Alheios ao refrão que diz que é dos carecas que elas gostam mais, os realmente desprovidos de cabelo querem acabar com o estigma da calvície recorrendo ao transplante capilar. A técnica, que já é amplamente praticada no País tanto por dermatologistas quanto por cirurgiões plásticos, consegue excelentes resultados.
Para candidatar-se à cirurgia é necessário, antes de tudo, não apresentar problemas cardíacos ou diabetes, ter calvície hereditária ou causada por traumas como queimaduras, ou ainda por radioterapia. Os que estiverem aptos podem submeter-se ao procedimento desde que apresentem uma ou mais áreas doadoras de cabelo, localizadas de preferência na nuca, na altura das orelhas.
capilar - Desse ponto, os especialistas retiram os folículos pilosos - estrutura capilar que vai dos fios à raiz do cabelo, na parte interna do couro cabeludo. Esses folículos são transplantados em pequenas incisões feitas com bisturi na área da calva. As incisões são espécies de novos poros feitos com muita perfeição.
"O transplante de cabelo é mais realizado em homens, pois o fator hereditário torna a calvície mais comum neles", lembra o dermatologista Márcio Lobo. Segundo o médico, o pós-operatório não é complicado, apesar de, em alguns casos, o paciente precisar tomar antiinflamatórios e antibióticos. "As novas técnicas têm facilitado muito o tratamento", ressalta.
Os cirurgiões experientes levam, em média, até cinco horas para transplantar cerca de 1,5 mil folículos pilosos, o suficiente para cobrir uma área de 10 centímetros e garantir um espaço médio de três milímetros entre cada novo poro. Essa distância permite a circulação de sangue no local do transplante, o que garante o crescimento saudável dos novos fios.
Artificial - Outros métodos, como o implante de cabelo, com o uso de pêlos artificiais ou de doadores não são eficazes, pois não produzem resultados considerados satisfatórios pelos médicos. A razão é simples: o índice de rejeição desses folículos pelo organismo é muito alto.
Pessoas com cabelo enroladoou ondulado geralmente se submetem a apenas uma cirurgia. Isso porque os fios enrolados tendem a ser volumosos e acabam encobrindo com mais facilidade o espaço entre os poros. Caso isso não aconteça, os médicos podem indicar uma nova operação, que tirará folículos de outras áreas doadoras para preencher os espaços. Esse procedimento pode ser feito enquanto houver áreas doadoras.
Os resultados do transplante podem ser sentidos em quatro meses, quando os novos fios começam a nascer. Em alguns casos, outra cirurgia precisa ser realizada para encobrir os espaços que ficam entre os fios do primeiro transplante.
Serviço
Márcio Lobo (Dermatologista) - 3465.3930