Início Diario de Pernambuco Opinião
Cadernos
Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 
Serviços
Assinaturas e Renovações
 
Edições Anteriores do Diario de Pernambuco




Opinião

Editorial

Drogas sociológicas

Medicamentos voltados para tratamento das doenças sociológicas como a obesidade e a insônia voltam a ser usados de maneira crescente pela população mundial. A Junta Internacional de Controle de Entorpecentes da Organização das Nações Unidas, divulgou relatório nesse sentido, mostrando-se preocupada com o assunto. O organismo culpa diretamente os governos, médicos, laboratórios, além dos próprios pacientes.
  De acordo com o relatório da Junta, tais medicamentos criam uma situação em que é fácil obter substâncias psicotrópicas, especialmente nos países desenvolvidos, ainda que não somente neles. O documento ressalta que, em 1999, a Junta examinou a falta de medicamentos para certos fins médicos, como alívio de dores e outras formas de sofrimento humano. Mas, no relatório divulgado pela ONU, a conclusão é que há um excessivo consumo de drogas controladas.
  No âmbito médico internacional é alarmante verificar que uma considerável quantidade de pacientes que sofrem de pressões sociais, receba tratamento com substâncias psicotrópicas sem que lhes seja diagnosticado um verdadeiro distúrbio mental ou físico. Tais tratamentos podem gerar dependência em futuro próximo e efeitos negativos de longa duração nas populações dos países.
  As principais doenças relacionadas como sociais são a insônia, obesidade e hiperatividade infantil. Para tais casos, usam-se barbitúricos, anfetaminas e benzodiazepínicos. Um dos dados constantes no relatório salienta que a falta de pesquisas e os escassos avanços científicos para minimizar essas doenças são outros fatores para que elas entrem em processo de uso crescente.
  No entanto, o relatório não põe a culpa somente no lado farmacêutico. Os próprios pacientes têm sua parcela de erro, assim como os médicos. Em uma época de maior acesso a informações relacionadas com saúde, o paciente contribui cada vez mais para determinar o processo terapêutico. Assim, como vemos, as responsabilidades são compartilhadas pelas duas partes.
  Por outro lado, muitas empresas não seguem as normas éticas fundamentais para a divulgação das drogas. Necessário que haja um comportamento mais responsável que possa diminuir os métodos de venda agressivos e retrabalhar políticas questionáveis na promoção e venda desses remédios.
  Bem vista deve ser a saúde da população mundial. O Brasil, em particular, já devia começar a questionar esse incremento de drogas prejudiciais à saúde de seus habitantes. Preocupante é o pensamento do organismo da ONU de que uma grande oferta de drogas pode resultar no seu desvio para o tráfico e uso indevido. Os médicos e os farmacêuticos brasileiros devem relevar que existem tratamento melhores para tais distúrbios sociais. E o Ministério da Saúde pode utilizar-se dos meios cabíveis para preservar a integridade física dos patrícios. Eis aqui o alerta.

 
 
Sua Opinião


Copyright - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br