(Atualizado no dia 19/02/2001)
 
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O profissional globalizado

Simon Franco *

Administrar eficazmente o presente é uma necessidade aprofundada pela globalização. É preciso se preparar o tempo todo para enfrentar concorrentes que muitas vezes nem conhecemos. Grandes investimentos correm o mundo impulsionados por teclas de computador e frases ao telefone. Uma ação que pode ser prejudicial a você ou à sua empresa pode ser tomada em algum país enquanto você está dormindo. Para se manter no mercado brasileiro, em crescente abertura, é necessário disputar com qualquer concorrente em posição de igualdade.

As empresas nacionais podem até se mostrar dispostas a mudar seus patamares de qualidade, a investir em restruturação, mas não administram eficazmente. Quando as mudanças forem finalmente implementadas, poderá ser tarde demais porque o mundo todo já terá alcançado um novo patamar.

Os profissionais também precisam ser internacionalmente competitivos. Administrar o presente é se manter em condições de disputar, virtualmente, um emprego em qualquer lugar do planeta com chances de ser contratado. A competitividade é a qualidade fundamental e uma das mais ausentes no mundo profissional brasileiro. Isso implica desde o domínio do inglês até a capacidade multifuncional. Globalização e competitividade são práticas que decidem quem é o profissional de sucesso e quem é um simples amador.

São estes os quatro vértices da administração eficaz do presente: 1) converter sonhos em planos concretos; 2) manter eficiência e eficácia em todas as situações; 3) aprendizado contínuo e competitividade; 4) dar a máxima atenção aos detalhes. Essas exigências são capazes de consumir 30 horas do nosso dia, que infelizmente só tem 24. Se você, por exemplo, tem um imenso arquivo de informações utilizadas diariamente, vai esticar seu tempo se informatizá-lo. Essas práticas se interligam. Se você esquecer o passado e buscar a eficiência e a eficácia, irá desempenhar mais rápido e melhor aquilo que faz.

Lembra-se da frase: "tempo é dinheiro"?. Não acredite nisso. Essa frase esquece o componente fundamental do mundo do trabalho. Esquece as pessoas. Ao esticar seu tempo, você não estará apenas liberando espaço para mais trabalho, mas também para sua vida, para seu aprimoramento humano, para leituras e viagens, para namorar. Um autômato, interessado apenas em trabalho, pode até conseguir resultados aparentemente brilhantes num curto prazo, mas corre o risco de se tornar incapaz de se relacionar com os outros, tornando-o obsoleto.

O atual mundo do trabalho passou a valorizar aspectos da vida que foram negligenciados durante muito tempo. Ecologia, bem-estar, atendimento personalizado, ambientes agradáveis, qualidade de vida e outros apontam para a necessidade de se resgatar a dimensão humana e emocional de todas as atividades. Um workaholic é incapaz disso.   

Administrar eficazmente é também encontrar tempo e espaço para seu aprimoramento pessoal, fora do mundo do trabalho. Se em situações críticas o trabalho exigir sua absorção total, é preciso mergulhar. Mas, se esse mergulho exclusivo no trabalho se tornar um modo de vida é hora demudar.

*Consultor organizacional, articulista de "Exame", autor de Criando o próprio futuro - o mercado de trabalho na era da competitividade total (Ed. Ática) - SP.

A dor do trabalho

  Além de estresse e depressão, o atual ritmo de trabalho provoca dores que teimam em ir e vir. A falta de atividade física, má alimentação, medo, competição acirrada, horas e horas à mesa do trabalho, podem desencadear a dor. O Centro Rhodia de Estudos Médicos, em São Paulo, detectou o que a dor causa no brasileiro: perda de concentração, 26,7%; limitação do desempenho, 25,5%; alteração do humor, 17,7%; diminuição da produtividade, 16,2%; incapacidade física e psicológica, 10,5%; irritação, 9,0%; falta ao trabalho, 8,4%.

Cérebro das mulheres

Especialistas da Universidade de Yale deram um texto a homens e mulheres para ser lido em voz alta. Enquanto os homens pronunciavam as palavras, somente uma pequena parte do lado esquerdo do cérebro era ativada. As mulheres usavam uma parte muito maior e dos dois lados. As áreas cerebraisdas mulheres são oito vezes maiores do que as dos homens. Isso permite o entendimento da "intuição feminina", uma característica cada vez mais valorizada nas empresas.

ATUALIDADES

 O Papel do Pai: Uma Relação Vertical ou Horizontal? é o tema da palestra do psiquiatra e psicanalista Manoel Gomes de Andrade Lima, dia 10 de março, das 9 às 12h, no Senai, dentro do programa Sábados e Saberes. Entrada franca. Reservas: 3441.2343 (Multioffice).

 Em março, na Coopsiuni (Cooperativa de Psicólogos do Brasil): dia 5, palestra Criatividade para o Dia-a-Dia; de 12 a 21, curso sobre este tema, com Gilkéia Maciel; e no dia 19, palestra Psicologia da Gravidez: Matrizes Perinatais, com Elny Banks. Tel. 3426.4447.

 Como fazer Apresentações em Público é o seminário da Ímpar, dia 21. Tel. 3228.5214.

n Abertas as inscrições para mais um grupo de psicoterapia (com abordagem centrada na pessoa), coordenado por Esther Steremberg e Manoel Cruz. Tel. 3423.4853.

 Começa em março na Fcap/UPE o curso de extensão Desmistificando oMarketing. Tel. 3445.6181, ramal 254.

n Até sexta-feira, a UFRPE e a Fadurpe estão inscrevendo para o curso Especialização em Administração Hoteleira. Tel. 3441.6330.

 Para refletir: "A principal qualidade do novo executivo é a capacidade de adaptação. Além disso, há algo fundamental, um princípio básico que não mudou: a capacidade de tratar direito os colaboradores e clientes". Scott McNealy, presidente da Sun Microsystems (EUA).








 

 
 
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