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Cotação do dólar chega a R$ 2,044
SÃO PAULO - Numa quarta-feira em que a razão deu lugar à emoção, o dólar comercial mais uma vez atingiu cotação inédita no ano. A moeda americana fechou em R$ 2,042 na compra e R$ 2,044 na venda, com alta de 1,64% no dia, e 3,65% no acumulado do mês. O nervosismo começou logo na abertura dos negócios, quando os mercados repercutiam a crise na Turquia, onde a bolsa caiu 18%. Logo em seguida foi a vez do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que subiu 0,6% em janeiro, contra expectativa de alta de 0,3%.
As notícias já eram suficientemente ruins para manter o dólar em alta durante todo o dia. Mas não foi só isso. À tarde, a queda das bolsas americanas e os rumores sobre mudanças no câmbio da Turquia agitaram os mercados. Mas o momento mais tenso foi o da divulgação do cancelamento do processo de venda da Caixa Seguros.
A notícia frustrou a expectativa de ingresso de cerca de US$ 500 milhões no País, que a francesa CNP Assurances traria para pagar pelo controle da empresa. As notícias levaram os bancos a reforçar suas posições em dólares, como forma de buscar proteção (hedge) contra oscilações futuras. A proximidade do Carnaval foi outro fator de pressão, já que as operações feitas ontem só serão liquidadas na Quarta-Feira de Cinzas (D+2).
Com isso, muitas operações foram antecipadas. Da mesma forma, os investidores do mercado futuro aceleram as trocas de posições, o que levou a BM&F a bater novo recorde de negócios com juros futuros, com volume financeiro de R$ 43,39 bilhões. Os juros futuros seguiram a volatilidade dos demais mercados e se ajustaram para cima. O DI de outubro, o mais líquido, fechou em 16,01%, contra 15,83% do fechamento de anteontem.
Prejudicada pelo cenário externo ruim, a Bovespa fechou ontem em baixa pelo quinto pregão consecutivo. A bolsa paulista encerrou os negócios de ontem com queda de 1,99%, Ibovespa em 15.593 pontos e volume financeiro de R$ 757,3 milhões. A Bovespa já acumula perdas de 7,93% em cinco pregões e de 11,7% desde o início do mês. A valorização no ano caiu para 2,1%. A escalada das cotações do dólar no Brasil fez a Bovespa manter a tendência de baixa que apresenta desde o fim da semana passada.
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