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Proibição de visitas leva PCC a ameaçar nova rebelião
SÃO PAULO - Vinte presos foram mortos em presídios do Estado de São Paulo desde domingo, quando um motim atingiu 29 unidades prisionais. A onda de rebeliões foi deflagrada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que desafia o Governo e domina parte dos presídios do Estado. O gigantismo do Carandiru facilita a ação do grupo, mas a curto prazo o Governo não vai desativar o complexo.
Detentos de todo o Estado prometem novas rebeliões durante o Carnaval, caso a Secretaria da Administração Penitenciária não libere as visitas íntimas e de familiares nos presídios. Segundo Armando Tambelli, da Pastoral Carcerária de São Paulo, o movimento não está ligado às exigências feitas terça-feira pelo PCC ao Ministério Público Estadual (MPE). A reclamação representaria todos os presos do sistema carcerário do Estado de São Paulo.
A pastoral foi procurada por detentos de São Paulo e do interior, por meio dos agentes penitenciários e de cartas. Eles pedem que o órgão intermedie com o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, a liberação das visitas. "Eles (presos) dão garantia de que não vão fazer nada, mas se não houver a visita eles prometeram iniciar nova rebelião", disse Tambelli.
PRÉDIOS - Em entrevistas, Furukawa afirmou que vai proibir a visita nos presídios paulista onde houve destruição durante a série de rebelião comandada pelo PCC no domingo. Os complexos mais afetados também podem ter a sua proibição estendida. Ao todo, o motim atingiu 25 presídios, 2 cadeias públicas e 2 distritos policiais. Vinte pessoas foram mortas.
A medida seria uma estratégia do governo estadual para deixar a massa carcerária contra o PCC e desestabilizar totalmente a facção criminosa. A pastoral vai marcar uma reunião nesta quinta ou sexta para tentar demover o secretário.
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