(Atualizado no dia 09/02/2001)
 
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Imóveis

Solo do Recife desafia projetos de fundação

Carlos Costa
Da equipe do DIARIO

Recife é considerada por engenheiros uma das capitais brasileiras mais difíceis de se trabalhar o solo e subsolo para a construção de imóveis. Área de formação sedimentar composta por espessos depósitos de argila mole, a cidade tem grande parte de seus espaços sobre aterros. Terrenos de mangues próximos ao mar e bacias e pântanos vizinhos a canais e margens do Capibaribe já sofreram sucessivos aterros e ainda apresentam dificuldades para construções. Por isso, os cuidados com a escolha das fundações na hora de começar uma construção na Cidade são tão importantes.

  O principal fator para a escolha do tipo de alicerce da fundação é as características do solo do terreno, que são definidas através de sondagens e ensaios de laboratório. Empresas de consultoria em engenharia são responsáveis pela elaboração dos projetos e, através de institutos de pesquisa, fazem os levantamentos necessários para descobrir as propriedades do solo em questão. Os custos são estipulados, para o projeto, em torno de 3% a 5% do valor da execução da fundação, e, para a execução, de 1% a 3% do valor do imóvel.

  Segundo Carlos Welington, gerente do departamento de engenharia do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), as construções de grande e médio porte precisam sempre de um projeto responsável para a construção da fundação. Welington observa que áreas como as situadas entre os bairros da Várzea e Ibura, e em Maranguape, nos limites entre Paulista e Olinda, merecem cuidados especiais. "Neles, a ocorrência de tufos (mistura de material orgânico e areia) e características de solo expansivo não oferecem resistência aos terrenos". Assim como a região de Jardim Fragoso, onde o solo agride o concreto, exige pesquisa mais detalhada para a escolha do tipo e material da fundação.

Detalhamento - O Itep é uma referência para sondagens e análises de tipos de solos e possui equipe especializada para a tarefa. Welington avalia que as pequenas construções não oferecem grandes riscos e podem ser erguidas sem uma análise tão detalhada sobre otipo de solo, mas que prédios caixões não se enquadram no perfil de pequenas construções. "Somos totalmente contrários ao uso de fundações simples para prédios caixões", comenta.

  Para as construções pequenas, uma saída é o manual "Mãos à Obra", distribuído gratuitamente pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). Para imóveis maiores, a saída é contratar empresas como a Gusmão Engenheiros, que prestam consultoria e fazem fundações.






 

 
 
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