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Saúde

ALUCINÓGENOS

Euforia, distorções visuais, viagens boas ou ruins são alguns dos efeitos desse tipo de droga. Mas os perigos para o organismo existem e o consumo descontrolado pode levar à depressão, parada cardíaca e até à morte

Alucinações, hiperatividade e até surtos psicóticos são algumas das conseqüências do uso de alucinógenos. Definidos cientificamente como substâncias químicas que causam alterações do estado mental, eles provocam verdadeiras viagens, que podem custar caro à saúde mental do usuário. Na lista dos alucinógenos mais conhecidos estão o ecstasy (metilenodioxidometano) e o LSD (derivados do ácido lisérgico).   “O ecstasy é um estimulante. Dependendo da dosagem, ele pode se tornar mais potente que a cocaína, especialmente se for associado ao álcool. Quando termina o efeito da droga o usuário pode se sentir depressivo, o que é grave, pois esse quadro pode levá-lo, entre outras coisas, ao suicídio”, explica a psiquiatra Maria Cláudia da Cruz Pires, especialista no atendimento a dependentes químicos. Outra característica importante da droga é a redução da capacidade de trabalho que ela provoca. “Normalmente o indivíduo fica desatento, com pouca concentração e com baixa produtividade”, salienta a especialista.   Comumente usado em discotecas para aumentar a resistência de quem pretende passar a noite inteira dançando, o ecstasy é a mais nova droga combatida pela polícia, especialmente nos Estados Unidos. Com efeito aproximado de sete horas, ele tem um mecanismo de atuação no organismo muito parecido com outras drogas do gênero. Depois de entrar na corrente sangüínea, ele atua sobre as células que liberam a serotonina - neurotransmissor (substância responsável pela comunicação do impulso nervoso) que regula o estado de humor, boa parte dos sentidos, das emoções e da coordenação motora.   Assim, a droga aumenta a excitabilidade e a produção dos neurotransmissores, estimulando cada vez mais o cérebro. Quando o efeito do ecstasy passa, o usuário cai em depressão, porque os índices destas substâncias químicas de ligação baixam bruscamente.    loucura - O LSD, por sua vez, produz efeitos mais perigosos para o cérebro. “A droga provoca uma desestruturação mental máxima. A pessoa fica fragmentada, existe uma sensação de loucura real. É como se você ouvisse, por exemplo, a sua voz em uma cadeira e ficasse sem saber se você é você mesmo ou a cadeira”, explica a médica. Segundo Maria Cláudia Pires, alguns usuários com tendência a psicose podem sofrer surtos na primeira viagem.   Mais utilizado nas décadas de 60 e 70, o LSD também interage com os diversos tipos de receptores do cérebro e altera as emoções, atuando principalmente no Sistema Nervoso Central. Depois de ingerida, a droga é metabolizada pelo fígado. Mas, antes de ser eliminada pelas fezes e urina e causar toda a gama de alucinações possíveis e impossíveis, ela deixa um rastro de efeitos físicos. Os mais comuns são dilatação das pupilas, sudorese, aumento da freqüência cardíaca, hiperglicemia, aumento de temperatura, vômitos e náuseas.   Enquanto o ecstasy pode ser encontrado em comprimidos, o LSD se apresenta de diversas maneiras, como um pó branco, em tabletes, na forma líquida ou em papel impregnado com a droga, que é a forma mais comum.

Serviço Maria Cláudia da Cruz Pires (Psiquiatra) - 3423.3855

O que São?
São substâncias químicas que causam alterações do estado mental. Usualmente, provocam distorções de sensações. No grupo dos alucinógenos não-naturais, estão: o LSD (derivados do ácido lisérgico) e o ecstasy (metilenodioxidometano)

ALUCINÓGENOS

O principal componente do ecstasy é uma substância chamada metilenodioxidometano (MDMA), uma mistura de estimulante e alucinógeno. A semelhança com qualquer remédio em forma de comprimido, como aspirina, facilita o consumo e dificulta a apreensão

Histórico
O ecstasy começou a ser usado como inibidor de apetite em 1914. Na década de 60, passou a ser consumido para finalidades não-médicas. Comprovado cientificamente seu efeito de alteração da consciência, foi adotado por psicoterapeutas americanos em tratamentos de pacientes com dificuldades de expor seus conflitos

Efeitos O usuário fica em estado de euforia com efeito de sete horas

Os Riscos do Uso

Danos ao cérebro: estudos em cérebros dos cadáveres de usuários de ecstasy comprovaram danos nas células nervosas. Essas pessoas apresentavam maior tendência à paranóia, epilepsia e comportamento violento
  
Depressão: quando o efeito da droga passa, depois de aproximadamente sete horas, o sentimento de prazer e felicidade dá lugar a uma profunda depressão. O organismo estranha quando volta ao estado normal. O corpo pede mais
  
Febre: o maior perigo imediato é o aumento da temperatura. Com vários comprimidos, a pessoa pode ter uma febre superior a 41ºC, provocando a coagulação do sangue, convulsões e parada cardíaca
  
Desidratação: o aumento de temperatura permite que o corpo transpire muito e, com isso, perca líquido. Em raves lotadas, alguém que passa seis
horas em pé ou dançando pode perder até três litros

É um composto químico semi-sintético produzido em laboratório. Este forte alucinógeno se apresenta de diversas maneiras, como um pó branco, em tabletes, na forma líquida ou em papel impregnado com a droga (que é a forma mais comum)

Histórico
Foi descoberto acidentalmente pelo cientista suíço Hoffman.
A partir disso, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD) foi utilizada em experiências terapêuticas como em tratamento de doentes mentais. Hoje, sabe-se que ela não tem utilidade médica. Pequenas doses provocam grandes alterações

Efeitos
Alterações visuais e alucinações. A duração da viagem depende da quantidade ingerida

 

 

 
 
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