|
 |
Ação militar contra índios
QUITO - Uma ação militar pode
pôr fim ao protesto indígena a qualquer momento depois
que o governo deu plenos poderes à força pública
para restabelecer a ordem no país. Forças
militares rondam a Universidade Salesiana de Quito onde cerca de 5 mil
índios montaram um quartel general desde o último dia
29.
O governo do Equador anunciou que em virtude do estado de
emergência, decretado sábado, a força pública
poderá realizar convocações para o Exército,
desalojamentos e impedir reuniões públicas em todo o país.
Em cadeia de rádio e televisão, o ministro da Defesa,
Hugo Unda, declarou que a força pública está autorizada
a realizar inspeções sem prévia autorização
judicial e que qualquer cidadão poderá ser detido
em suspeita de envolvimento com o protesto.
CONTROLE - Além disso, está proibida toda e qualquer marcha,
manifestação ou concentração pública.
Será permitido também aos policiais planificar e executar
operações de registro e resgate de pessoas seqüestradas
ou detidas ilegalmente pelos manifestantes.
Hugo Unda insformou que o governo poderá mobilizar todos os recursos
econômicos, alimentícios, de combustíveis e de serviços
que sejam necessários para eliminar a especulação
e o desabastecimentos da população.
Os indígenas exigem diálogo direto com o presidente
Gustavo Noboa e diante da medida de emergência garantem que manterão
a manifestação, caracterizada por bloqueios de estradas.
Eles protestam contra o aumento dos preços dos combustíveis
e do transporte público. O país não pode
continuar aceitando a agressão de um grupo que com o pretexto
de estar atendendo reivindicações sociais atenta contra
o direito da maioria e alteram a paz social, declarou o ministro.
|
 |



|