Primeiro brasileiro a ganhar uma edição do Hang Loose
está confiante que pode sair vitorioso de Noronha
Roberta Aureliano
DA EQUIPE DO DIARIO
O paraibano radicado em Pernambuco Fábio Gouveia parece que nasceu
para quebrar barreiras e por fim aos tabus. Apontado como o maior surfista
brasileiro de todos os tempos, juntamente com o paranaense Teco Padaratz,
foi o primeiro a fazer parte do World Championship Tour (WCT) - a elite
do surfe mundial. Foi ele também o primeiro brazuca a vencer
uma edição do Hang Loose Pro Contest, o campeonato mais
tradicional do surfe nacional, quebrando uma hegemonia de quatro anos
dos australianos.
Mas isso foi em 95, na praia das Pitangueiras, em São
Paulo, e de lá para cá, Fabinho não conseguiu subir
no topo do pódio. Por isso, nesta segunda edição
do torneio em Fernando de Noronha os adversários que se cuidem,
pois Fabinho está com sede de vitória. Já
está mais do que na hora de voltar a vencer. No ano passado,
na minha bateria não teve ondas boas e acabei eliminado ainda
nas oitavas-de-final. Agora, a previsão para todos os dias de
competição é que as ondas sejam excelentes e por
isso também estou mais otimista. Seria um sonho ganhar mais edição
do Hang Loose e especialmente em Noronha, comentou Fabinho, que
faz parte da equipe patrocinadora do evento.
Mas além da vontade de vencer, Fabinho, que está
com toda a família na Ilha, sabe que para realizar o sonho vai
precisar, além de boas manobras, pegar uns tubos na praia da
Cacimba do Padre, que juntamente com a do Boldró, será
o palco das disputas. A Cacimba do Padre tem como característica
a formação de tubos, mas isso não é tudo.
Estou me sentindo bem e isso já é muito bom. Os adversários,
por incrível que pareça, não me preocupam tanto.
O importante mesmo é acertar nas ondas.
Depois de ter ficado com a 24ª posição no ranking
final do WCT, Fábio Gouveia espera melhorar a colocação
neste ano. E para conseguir encerrar o primeiro ano do Milênio
entre os top 16, o surfista sabe que precisa de bons resultados nas
primeiras etapas do WCT, que começa no dia 10 de abril em Bells
Beach, na Austrália. No ano passado não comecei
bem as primeiras disputas. Só melhorei do meio para o fim da
temporada. Por isso acho que neste ano tenho que estrear com bons resultados
e manter a regularidade durante todo o circuito.
Mas neste início do ano, o surfista como ele mesmo
diz já foi ao céu e depois ao inferno. Realmente
não comecei com a regularidade que procuro. Fiquei em segundo
lugar na etapa argentina do WQS, mas na seguinte, em Santa Catarina,
perdi logo na primeira rodada. Mas espero que os altos e baixos já
tenham terminado.