RIO DE JANEIRO - Sob um sol de 40 graus, Gustavo
Kuerten resolveu testar suas condições para o confronto
Brasil x Marrocos pela Copa Davis de Tênis, de 9 a 11, no Rio.
Pegou um sparring corajoso, o reserva Flávio Saretta,
e jogou por quase quatro horas na quadra do Clube Marapendi, das 10
horas até quase às 14 horas, só parando para descansar
em intervalos normais de uma partida. Ao fim chegou a uma conclusão:
não dá para esperar jogos de alto nível nestas
condições de pleno verão carioca.
Não há como negar que o Brasil é
favorito jogando em casa, mas os jogos serão muito equilibrados,
pois ninguém pode render o máximo nestas condições,
com um calor tão forte, disse Guga. Além disso,
quem conhece o circuito internacional, sabe que o Marrocos tem bons
jogadores. Em condições adversas e diante de um
adversário perigoso, a torcida deve representar um papel importante
para empurrar e incentivar os tenistas brasileiros na busca de vitórias.
Mas, até agora, a situação é preocupante.
Parece até que o feitiço virou contra
o feiticeiro. A Confederação Brasileira de Tênis
(CBT) colocou ingressos tão caros a venda, aproveitando a única
oportunidade de o público brasileiro poder ver Guga em ação,
já que não há torneios da ATP no Brasil, e as entradas
estão encalhadas. Para não desprestigar o evento espalhou-se
a notícia de que a procura por entradas estava grande.