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Empregos

Temporários com futuro promissor

Chances de voltar ao mercado de trabalho são boas

Se você está desempregado e acha que os contratos temporários são apenas uma solução paliativa e que as chances de voltar ao mercado de trabalho são quase nulas, aí vai uma informação que pode restaurar os seus ânimos. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizados e de Trabalho Temporário está fazendo um levantamento para quantificar o número de empregados temporários que acabaram assegurando o registro da carteira profissional no ano passado. A entidade estima que de cada quatro profissionais contratados por tempo determinado, pelo menos um acaba sendo aproveitado pelas empresas. Só em 2000, o Brasil registrou 1 milhão de contratos temporário dos quais 250 mil podem ter se transformado em vínculo empregatício, estima inicialmente a entidade.
  O vice-presidente da empresa Gelre Brasil, uma das maiores do País na capatação de mão-de-obra, Jordi Wiegerinck, assegura que a prestação de serviço através de contratos temporários é uma excelente oportunidade para que profissionais desempregados possam mostrar o seu potencial. “Os contratos temporários funcionam como uma vitrine, possibilitando ao trabalhador a chance de mostrar suas habilidades e, ao contratante, uma maneira segura de avaliar o desempenho do profissional antes de efetivar a contratação”, analisa.
CRESCIMENTO - Só no ano passado a Gelre Brasil registrou um crescimento de 30% no volume de contratos temporários em relação a 1999 em todo o País. Ao todo, a empresa colocou no mercado de trabalho duzentos mil empregados temporários, dos quais vinte mil tiveram suas contratações efetivadas. Em Pernambuco, a Gelre registrou 8,5 mil contratos temporários. Desse total 10% foi absorvido pelo mercado formal.
  De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Eduardo Catão, só o comércio varejista da Região Metropolitana do Recife contratou, entre os meses de novembro e dezembro, 12 mil profissionais para as áreas de venda e cadastro. Desses, 15% tiveram sua contratação efetivada em janeiro. “Se o contratado apresentar um bom desempenho, atingido ou ultrapassado as cotas pré-estabelecidas pelas empresas, a sua contratação é quase certa”, garante.
  O diretor administrativo da Esposende, Sílvio Vasconcelos, afirma que o ramo de sapatarias é um dos que mais contrata. As 26 lojas da rede no Estado, receberam um reforço de 400 profissionais entre novembro e dezembro passados. Em janeiro, 150 tiveram sua contratação definitiva efetivada. “É durante esse período que a empresa avalia o potencial de venda dos seus empregados, abrindo espaço para a renovação do quadro funcional”.
  Casado e pai de três filhos, o comerciário Adailton Santos, que passou seis meses desempregado, revela que o contrato temporário estabelecido com a Esposende foi a oportunidade que ele estava procurando. “O importante, quando se entra numa empresa por tempo determinado, é mostrar todo o potencial. Como ultrapassei a cota estabelecida pela loja em mais de R$ 8 mil, a contratação foi fácil”, conta.
  Empregado na Branner há dois meses, Eduardo Brito tem história semelhante. “A concorrência no comércio é muito grande; por isso, é necessário que a gente se desdobre para fazer o melhor. Todo meu esforço foi válido, principalmente porque este é o meu primeiro emprego. Se não fosse o contrato temporário certamente eu não teria tido a chance”.(R.C.)

 
 
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