Os termos e-business, e-book, e-learning, entre outros
do gênero parecem gregos para você? Se a resposta for afirmativa,
está na hora de prestar mais atenção ao seu redor.
A menos que o projeto do deputado Aldo Rebelo (restringindo o uso de
expressões estrangeiras no Brasil) vingue, essas palavras e outras
tantas surgidas após a Internet terão cada vez mais destaque
em nosso vocabulário. É verdade que podem ser traduzidas
respectivamente para negócio eletrônico, livro eletrônico,
aprendizagem por meio eletrônico. No entanto, vivemos em uma aldeia
global - como definiu McLuhan -, dificilmente os políticos brasileiros
poderão transformar o português em língua universal
como a de Shakespeare.
O novo vocabulário retrata o extraordinário
avanço da Internet. Nenhuma outra tecnologia expandiu-se tão
rápido quanto a Web. Mas, o que muda exatamente com a rede de
computadores? "Simplesmente tudo", responde Elvízio
Trigo Vanzo, autor do livro Você@digital. "Mudam as regras
de comportamento, as fronteiras geográficas, as empresas, as
escolas, as mídias, os hábitos de trabalho", diz.
O inglês Stephen Willmott, especialista em telecomunicações,
encara com otimismo essas transformações. "A Internet
facilita a troca de técnicas e conhecimentos em todo o mundo.
Aumenta drasticamente a eficiência pessoal e empresarial",
explica. Ele observa que além dessas vantagens, a Web facilita
o trabalho em casa, permitindo que pessoas de diferentes países
trabalhem juntas, mesmo estando em locais diferentes.
E por que aderir à Internet? Só para citar
alguns benefícios poderíamos dizer que a Web oferece,
como nenhum outro meio o faz com tanta eficácia, o acesso a pessoas
e informações dos mais diferentes pontos do planeta a
qualquer hora e a custo muito baixo. Oferece recursos para que o cidadão
desempenhe melhor seu papel, como disse a analista de tecnologia Esther
Dyson, no livro Release 2.0 - A Nova Sociedade Digital. "A net
nos oferece a oportunidade de tomar conta de nossa própria vida
e redefinir nosso papel como cidadãos de comunidades locais e
da sociedade mundial.
Para quem ainda resiste à nova tecnologia, Willmott
propõe buscar treinamento, comprar softwares, participar de fóruns,
enfim, experimentar. Elvízio Trigo concorda: "A participação
é a chave para abrir todas as trancas e todos os bloqueios. Um
bloqueio não é nada mais do que falta de informação
ou a informação distorcida".
Maria de Lima é jornalista