Início Diario de Pernambuco Empregos Palmo a Palmo
Cadernos
Política
Brasil
Mundo
Economia
Esportes
Vida Urbana
Viver
 

Suplementos

Revista na TV
Empregos
Viver Mulher
Viagem
Informática
Saúde
Carro
Imóveis
 
Serviços
Assinaturas e Renovações
 
Edições Anteriores do Diario de Pernambuco




Empregos

Palmo a Palmo

O valor das palavras

Os profissionais em recursos humanos, mais do que ninguém, sabem o valor que contém cada palavra. Por isso mesmo, nestes últimos 15 anos, principalmente depois que se convencionou chamar, no Brasil, de transição democrática, esses profissionais foram se transformando em gestores de comunicação.
O universo lingüístico desses novos homens de comunicação se transformou em um dicionário especial, onde se misturam palavras originárias freqüentemente, do management norte-americano e japonês. Qual o gestor de recursos humanos que não ficou quebrando a cabeça para traduzir para o velho e bom "brasiloguês" cada "S" da metodologia oriental dos 5S?
Quem não se colocou à sua frente uma grande interrogação ao se deparar com o desafio de decodificar para os seus funcionários as inúmeras metodologias que levam à Qualidade Total? E quem não se lembra da dor de cabeça que deu transformar em coisa palatável para os simples mortais o Gráfico Seqüencial de Ishikawa, a trilogia de Juran?
Os humanólogos continuam descobrindo nas suas gestões de palavras e de gente que a comunicação deixou de ser uma área e se transformou num elemento tão importante, para qualquer atividade, como a Água, o Fogo, a Terra e o Ar. Sem comunicação você (a empresa) não consegue comprometer os seus trabalhadores com coisas como "a necessidade de conquistar os padrões ISO, a bandeira da qualidade, o foco no cliente, a redução de custos, etc. O cemitério onde estão enterradas as empresas que não entenderam que comunicação é uma ferramenta estratégica de administração está lotado de casos exemplares de falta de cultura de comunicação, que acomete principalmente os dirigentes de empresas.
Para comprometer os trabalhadores com as bandeiras fundamentais e estratégicas para o sucesso de gestão, os regentes de recursos humanos vão ter que convencer - com palavras, imagens, gestos e sons - dos benefícios que seus planos e metas acarretam aos inúmeros públicos que têm impacto na operação das empresas, a começar pelos próprios funcionários. A eles somados estão as famílias dos colaboradores, os sindicatos, as comunidades que rodeiam as fábricas, a imprensa, os acionistas, os políticos, entre outros. Públicos cada vez mais exigentes de qualidade total em comunicação.
A cúpula da empresa pode ser eficaz na tarefa de convencimento de quem está do lado de fora da fábrica ou do negócio, mas o maior motor de credibilidade para os públicos externos de uma organização ainda se chama empregado. São os milhões deles que constroem com palavras e gestos o bom lastro para edificar imagens e marcas sólidas. Para isso, os gestores de gente precisam agregar valor às suas palavras. O vento leva rapidamente palavras e empresas vazias.
*Jornalista, escritor e secretário-executivo da Aberje - SP.


Sentimentos de robôs
Os japoneses acabam de inventar robôs que abraçam uma criança e dizem "eu te amo". Na verdade, eles não sentem nada, mas obedecem uma programação. Cientistas estão tentando projetar computadores que funcionem de um jeito parecido com o cérebro humano, as chamadas "redes neurais". Se conseguirem reproduzir na máquina os mecanismos que fazem nosso cérebro funcionar, é possível que ela seja inteligente e emotiva, como nós. Por enquanto, robôs apaixonados só existem em livros e filmes.
Trabalho em casa
A vida do gerente de varejo da Shell, José Luiz da Costa Neto, no Recife, era uma sucessão de viagens, encontros com clientes e horas a mais no escritório. Mas a companhia lhe deu - e a outros 350 funcionários de um total de 1800 no Brasil - a chance de trabalhar em casa. Com isso, reduziu sua jornada em 2 horas por dia. Hoje, seu filho de 7 anos tem a ajuda do pai nas lições de casa. "Ele não tem nota menor que 9 no boletim", diz Costa Neto. Dezenas de outras empresas também descobriram que o trabalho em casa é bom para todos. "Aqui, a produtividade de quem trabalha em casa é 30% maior", afirma Helen Hartamnn, coordenadora do projeto de home office da Shell no Brasil.

 
 
Sua Opinião


Copyright - Pernambuco.com

Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo
desta página sem a prévia autorização.
diario@dpnet.com.br